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Coreia do Norte. 800 mil querem "combater imperialistas americanos"

Mais de 800 mil jovens juntaram-se voluntariamente ao exército norte-coreano para combater "os imperialistas americanos", afirmou hoje a agência oficial norte-coreana, dois dias depois de Pyongyang ter anunciado o lançamento de um míssil balístico intercontinental.

Coreia do Norte. 800 mil querem "combater imperialistas americanos"
Notícias ao Minuto

15:16 - 18/03/23 por Lusa

Mundo Pyongyang

"Mais de 800.000 jovens" de todo o país "voluntariaram-se" para se "juntarem ao Exército Popular da Coreia", só na sexta-feira, adiantou a agência noticiosa oficial da Coreia do Norte, KCNA.

Estes jovens estão determinados a "aniquilar impiedosamente os obcecados pela guerra" e juntaram-se ao exército para "defender o país", acrescentou a KCNA.

O diário oficial Rodong Sinmun publicou fotografias de longas filas de jovens em frente ao que aparenta ser um estaleiro de construção.

Segundo a KCNA, centenas de milhares de pessoas fizeram fila em resposta aos exercícios militares dos Estados Unidos da América (EUA), que a agência noticiosa descreve como uma tentativa de "provocar uma guerra nuclear".

Seul [Coreia do Sul] e Washington estão, neste momento, a realizar um dos maiores exercícios militares conjuntos dos últimos cinco anos.

Os exercícios "ficam imperdoávelmente aquém da linha vermelha", salienta a KCNA.

Na sexta-feira, a Coreia do Norte confirmou que tinha lançado, no dia anterior, um míssil balístico internacional, o segundo este ano. O lançamento foi em resposta aos "frenéticos" exercícios militares dos EUA e da Coreia de Sul, afirmou a KCNA.

Segundo a agência noticiosa, o míssil lançado na quinta-feira em direção ao mar do Japão era um Hwasong-17, um "míssil monstro", consideraram analistas militares, e que teoricamente tem alcance suficiente para atingir o continente americano.

Os exercícios militares dos EUA e da Coreia do Sul, apelidados de "Escudo da Liberdade", começaram a 13 de março e vão durar 10 dias. De acordo com os dois países, os exercícios concentram-se no "ambiente de segurança em mudança" devido à crescente agressividade da Correia do Norte.

No ano passado, Pyongyan declarou-se como uma potência nuclear "irreversível" e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, apelou recentemente a um aumento "exponencial" da produção de armas, incluindo armas nucleares táticas.

Já no início deste mês, Kim Jong-un ordenou que os militares norte-coreanos intensificassem os exercícios de preparação para uma "verdadeira guerra".

Em declarações à AFP, o presidente da Universidade de Estudos da Coreia do Norte em Seul, Yang Moo-jin, afirmou que Pyongyang está a utilizar os exercícios dos EUA para apresentar o seu programa de armas nucleares como "crucial e necessário".

Essa situação "espalha a ideia de que os exercícios dos EUA e Coreia do Norte visam, em última análise, destruir o atual regime norte-coreano e ocupar a sua capital", acrescentou.

Leia Também: Coreia do Norte confirma lançamento de míssil balístico intercontinental

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