Meteorologia

  • 22 JUNHO 2024
Tempo
18º
MIN 14º MÁX 27º

ACNUR pede 1,2 milhões de euros para apoiar refugiados do Sudão do Sul

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu hoje cerca de 1,2 milhões de euros para apoiar os mais de dois milhões de refugiados do Sudão do Sul que estão impedidos de regressar ao país devido à insegurança e às recentes inundações.

ACNUR pede 1,2 milhões de euros para apoiar refugiados do Sudão do Sul
Notícias ao Minuto

13:59 - 21/02/23 por Lusa

Mundo Sudão do Sul

"Para proteger e ajudar este ano os 2,2 milhões de refugiados do Sudão do Sul e as comunidades locais que os acolhem na República Democrática do Congo (RDC), Etiópia, Quénia, Sudão e Uganda, a ACNUR, juntamente com 108 parceiros humanitários e de desenvolvimento, apela para a necessidade de reunir uma verba de 1,3 milhões de dólares [1,2 milhões de euros]", refere aquela organização internacional num comunicado para dar conta do lançamento do plano de resposta aos refugiados do Sudão do Sul.

Com o lançamento deste plano, o ACNUR insta a comunidade internacional a aumentar o apoio aos cidadãos do Sudão do Sul que estão impossibilitados de regressar a casa, tendo em conta que o país está a viver uma situação frágil em termos de segurança e paz, marcado "por ciclos de violência esporádica".

Além da insegurança, o Sudão do Sul sofre também o impacto de uma "crise climática" e há quatro anos que é atingido por "inundações recorrentes" que varreram "dois terços do país e destruíram dezenas de milhares de casas, campos agrícolas e gado".

"Com crianças e mulheres a constituírem 80% de todos os refugiados do Sudão do Sul, deve ser dada prioridade ao financiamento de programas que previnam e respondam à violência de género", segundo uma fonte citada pela agência EFE.

A mesma fonte dá também conta de "níveis extremos de insegurança alimentar e desnutrição" que afetam dois terços da população do país, tornando o Sudão do Sul uma das piores emergências alimentares do mundo e com cerca de oito milhões de pessoas a sofrer em 2023.

A Comissão de Direitos Humanos da ONU apelou na passada sexta-feira aos líderes políticos do Sudão do Sul para "acabarem com os ataques contra a população civil" e a darem prioridade a "uma transição pacífica e justa".

Em agosto de 2022, as partes do Sudão do Sul do Acordo Revitalizado de 2018 acordaram com uma prorrogação de dois anos dos acordos de governança transitória, adiando assim as eleições prevista para até o final de 2024.

Leia Também: Papa denuncia "vergonha" de envio de armas para guerras em África

Recomendados para si

;
Campo obrigatório