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NATO envia 1400 elementos para reforçar equipas de resgate no terramoto

A NATO vai enviar 1400 efetivos dos serviços de emergência dos Estados-membros e de parceiros, incluindo dos países candidatos Suécia e Finlândia, para trabalhos de resgate das vítimas dos sismos que abalaram a Turquia na segunda-feira, foi hoje divulgado.

NATO envia 1400 elementos para reforçar equipas de resgate no terramoto
Notícias ao Minuto

20:54 - 07/02/23 por Lusa

Mundo Terramoto

A Aliança Atlântica informou em comunicado que mais de 20 países aliados e parceiros enviaram pessoal de emergência para a Turquia com o objetivo de "ajudar a responder aos terramotos devastadores" que abalaram o sul do país e o norte da Síria.

Segundo a organização, há "mais de 53.000 socorristas turcos" no local e os aliados e parceiros estão a fornecer "várias formas de assistência", incluindo equipas de busca e resgate com cães, bombeiros e pessoal especializado, além de alimentos e medicamentos.

"Nestes momentos terríveis, solidarizamo-nos com o nosso aliado Turquia e com todos os afetados", disse a porta-voz da NATO, Oana Lungescu, acrescentando que os Estados-membros "estão prontos para fornecer mais ajuda".

A organização está a enviar a sua assistência através do Centro Euro-Atlântico de Coordenação de Resposta a Desastres, que é o principal mecanismo de resposta a emergências civis da Aliança na área euro-atlântica.

Este centro está ativo durante todo o ano, funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, e estão envolvidos todos os aliados da NATO e países parceiros, explicou a organização.

O objetivo é ter um sistema de troca de informações para coordenar pedidos e ofertas de ajuda, principalmente em caso de catástrofes naturais ou de causa humana.

As bandeiras dos atuais 30 aliados da NATO, bem como a bandeira da organização, estão hoje a meio haste na sua sede em Bruxelas até ao pôr-do-sol de quarta-feira, em homenagem às vítimas e em solidariedade com a Turquia.

O balanço atualizado dos sismos que abalaram na segunda-feira a Turquia e a Síria -- os mais violentos na região em quase um século - eleva para mais de 7.200 o número de mortos, indicaram hoje as autoridades.

Na Turquia, onde tiveram o epicentro os sismos de magnitude 7,7 e 7,6 na escala de Richter, a mais recente contagem elevou para 5.434 o número de mortos e o de feridos para 31.777, segundo os dados divulgados a partir de Hatay -- uma das zonas mais afetadas -- pelo ministro da Saúde, Fahrettin Koca.

Perante esta catástrofe, o Governo turco do Presidente Recep Tayyip Erdogan declarou três meses de estado de emergência nas dez províncias afetadas.

O chefe de Estado já na segunda-feira tinha declarado que estes terramotos representam o maior desastre natural sofrido no país desde o sismo de 1939 em Erzincan, no leste da Turquia, que fez mais de 32.000 mortos.

Até agora, foram contabilizadas 435 réplicas de menor intensidade nas zonas afetadas, nas quais estão a trabalhar mais de 60.000 pessoas em missões de buscas e salvamento e remoção de escombros, no âmbito de um dispositivo que conta com mais de 100 aviões e helicópteros destacados.

O sismo causou também o desabamento de um total de 5.775 edifícios, segundo as autoridades, que indicam ainda que as réplicas e as baixas temperaturas estão a dificultar as missões de resgate e reduzem as hipóteses de encontrar sobreviventes à medida que passam as horas.

Leia Também: Sismo na Turquia. Vídeo mostra resgate de dois periquitos dos escombros

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