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Oposição grega acusa primeiro-ministro por escândalo de escutas

O líder da oposição na Grécia criticou hoje o primeiro-ministro pelo seu papel num escândalo de escutas telefónicas que abalou o Governo nas vésperas das eleições que se realizarão este ano.

Oposição grega acusa primeiro-ministro por escândalo de escutas
Notícias ao Minuto

13:20 - 27/01/23 por Lusa

Mundo Grécia

No final de um debate de três dias no Parlamento sobre uma moção de censura que apresentou no início da semana, o líder do partido da oposição Syriza, Alexis Tsipras, acusou o primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, de ordenar pessoalmente uma série de escutas telefónicas, cujos alvos incluíram altos dirigentes partidários, ministros e oficiais militares.

"Você sabia muito bem que a vigilância tinha ocorrido. E sabia muito bem que a vigilância tinha ocorrido porque a ordenou", disse Tsipras no Parlamento, referindo-se a Mitsotakis.

Os deputados devem votar a moção de censura ainda hoje, mas o partido do Governo, de centro-direita, Nova Democracia deve tirar proveito da sua confortável maioria de 156 lugares no Parlamento de 300 membros, e fazer fracassar as intenções da oposição.

Quando apresentou a moção, Tsipras - que acusou Mitsotakis de fugir de oportunidades anteriores de falar sobre o escândalo das escutas telefónicas - disse que forçaria o primeiro-ministro a responder pelo seu papel no caso.

O escândalo das escutas telefónicas rebentou em agosto, quando um importante assessor do Governo e chefe da agência de informações renunciou ao cargo, após revelações de que um político socialista que mais tarde foi eleito chefe do terceiro maior partido da Grécia estava sob vigilância telefónica.

Nessa altura, Mitsotakis insistiu que a escuta telefónica era legal, mas imprópria e que, se soubesse, não a teria aprovado.

Alegações de que outros altos funcionários, jornalistas e membros do Governo também foram alvo de espionagem telefónica levaram a uma investigação judicial.

Na quarta-feira, Tsipras disse que a Autoridade de Segurança e Privacidade da Comunicação da Grécia confirmou, após um pedido para obter mais informações, que outras pessoas que também foram colocadas sob vigilância telefónica, incluindo o ministro do Trabalho, o chefe do Estado-Maior da Defesa Nacional, o ex-chefe do Exército, um ex-conselheiro de Segurança Nacional e os ex-chefes e atuais chefes de armamentos de Defesa.

Embora ainda à frente do Syriza nas sondagens, o Nova Democracia viu a sua liderança ser prejudicada pelo escândalo e também pelo aumento da inflação.

A Grécia deve realizar eleições no primeiro semestre deste ano, embora nenhuma data tenha sido ainda definida.

Leia Também: Turquia resgata 244 pessoas no Egeu e acusa Grécia de as ter repelido

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