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Ruanda acusou um caça da RDCongo de violar o seu espaço aéreo

O Ruanda acusou hoje um caça da República Democrática do Congo (RDCongo) de violar o seu espaço aéreo, no mais recente episódio da subida da tensão entre Kigali e Kinshasa, desde uma ofensiva rebelde no leste da RDCongo.

Ruanda acusou um caça da RDCongo de violar o seu espaço aéreo
Notícias ao Minuto

18:24 - 24/01/23 por Lusa

Mundo Ruanda

Hoje, "às 17:03, [hora local, menos duas horas em Lisboa] um Sukhoi-25 da República Democrática do Congo violou, pela terceira vez, o espaço aéreo ruandês" no distrito de Rubavu, em frente à cidade de Goma, afirmou a porta-voz do Governo ruandês, Yolande Makolo, acrescentando que "foram tomadas medidas defensivas", sem adiantar mais pormenores.

"O Ruanda está a pedir à RDCongo que pare esta agressão", disse.

As autoridades ruandesas já tinham acusado os caças congoleses de violarem o seu espaço aéreo, em novembro e dezembro.

Uma estrondosa detonação foi ouvida hoje à tarde em Goma, no leste da RDCongo, seguida de dois tiros e da passagem de um avião Sukhoi do exército congolês.

Um tiro terá atingido o avião congolês, que foi capaz de aterrar na pista do aeroporto de Goma, de acordo com testemunhas e um vídeo amador divulgado nas redes sociais. O tiroteio provocou o pânico em Goma.

No final do dia, as autoridades congolesas ainda não tinham comunicado o incidente.

Apesar dos anúncios de um cessar-fogo e da retirada das tropas, persistem combates no leste da RDCongo entre o exército congolês e os rebeldes do grupo M23 ("Movimento 23 de Março").

Uma cimeira em Luanda, a 23 de novembro, decidiu um cessar-fogo a partir de 25 de novembro, seguido, dois dias depois, da retirada do M23 das áreas conquistadas ao longo dos últimos meses na província do Kivu Norte.

Esta rebelião predominantemente tutsi voltou a pegar nas armas no final de 2021, após quase dez anos de exílio nos vizinhos Ruanda e Uganda. Apoiados e parcialmente equipados pelo exército ruandês, os combatentes apreenderam grandes extensões do território de Rutshuru, a norte de Goma.

Num relatório publicado em dezembro, peritos mandatados pela ONU afirmam ter recolhido "provas substanciais" da "intervenção direta das Forças de Defesa Ruandesas (FDR) em território da RDCongo", pelo menos entre novembro de 2021 e outubro de 2022.

A União Europeia apelou ao Ruanda para "deixar de apoiar o M23".

Kigali acusa o exército congolês de conluio com uma rebelião hutu ruandesa que tem operado no leste da RDCongo desde o genocídio de Tutsis, em 1994, no Ruanda.

Foram lançadas iniciativas diplomáticas para tentar resolver a crise no leste da RDCongo, onde uma força regional da África Oriental, liderada pelo Quénia, está destacada.

Leia Também: Ruanda acusa vizinha RDCongo de sabotar processo de paz

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