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Brasil defende "fortalecer o Mercosul" após postura entre Uruguai e China

O ministro das Finanças do Brasil, Fernando Haddad defendeu a união do Mercosul perante a postura do Uruguai de negociar um acordo de comércio livre com a China, fora da união alfandegária com a Argentina, Brasil e Paraguai.

Brasil defende "fortalecer o Mercosul" após postura entre Uruguai e China
Notícias ao Minuto

15:58 - 24/01/23 por Lusa

Mundo MERCOSUL

"Não tenho conhecimento dos termos em que se está a negociar o acordo do Uruguai com a China, mas esse tipo de coisa não é nova. Acredito que o destino de êxito da América do Sul passa pelo fortalecimento do bloco económico. Quanto a isso, eu não tenho nenhuma dúvida", apontou Fernando Haddad, defendendo a postura que o Presidente do Brasil terá durante a visita que fará ao Uruguai na quarta-feira.

"É uma visita para fortalecer o Mercosul", sublinhou Haddad quando questionado sobre as negociações que, há meses, o Uruguai conduz de forma independente com a China para um acordo de comércio livre por fora dos demais membros do Mercosul, algo que fere a normativa de bloco.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará na manhã de quarta-feira da Argentina para o Uruguai, onde terá uma reunião com o Presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, na residência oficial, em Montevideu.

As negociações entre o Uruguai e a China serão um dos pontos centrais da reunião seguida de almoço na residência oficial.

Como união alfandegária, o Mercosul possui uma Tarifa Externa Comum (TEC) para importações extra bloco. As negociações com outros países devem ser por consenso. Se um país fechar um acordo sem respeitar a TEC, fere o sentido do Mercosul, desmantelando o bloco.

Questionado se a postura do Uruguai pode ser compatível com as regras do Mercosul, o ministro das Finanças do Brasil preferiu avaliar primeiro os detalhes das negociações.

"Isso nós veremos amanhã", disse Haddad ao entrar na cimeira da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) que se realiza hoje em Buenos Aires, com os 33 países da região.

A postura do Mercosul em relação à insistência do Uruguai de avançar de forma independente, sem o aval de Argentina, Brasil e Paraguai foi tema de discussão durante a reunião bilateral entre os Presidentes do Brasil e da Argentina na Casa Rosada, sede do Governo argentino, na segunda-feira, primeiro dia da visita oficial de Lula da Silva à Argentina.

"Falamos sobre a integração dos nossos países e de como tornar mais eficiente o Mercosul", indicou o Presidente argentino, Alberto Fernández, após o encontro.

Para o Presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, a união alfandegária do Mercosul, criada em 1995, ficou desfasada, mantendo uma das tarifas externas mais elevadas do mundo e prejudicando a competitividade do bloco. Lacalle Pou defende uma flexibilização das regras do Mercosul, bloco que, para o Presidente Uruguai, tornou-se "uma camisa de força" para o comércio externo do país.

"A integração deveria ser mais radical do que foi até agora. O Mercosul é uma grande iniciativa, mas chegou a hora de sermos mais ambiciosos. Não acredito que possamos ir longe se não nos reunirmos em torno do mesmo projeto", disse Fernando Haddad durante a conferência de imprensa, após reunião com o ministro argentino da Economia, Sergio Massa.

Para Brasil e Argentina, portanto, o Mercosul deve ser mais competitivo, mas sempre de forma conjunta entre os seus membros.

"Juntos com os nossos sócios, queremos que o Mercosul constitua uma plataforma para a nossa efetiva integração no mundo, através da negociação conjunta de acordos comerciais equilibrados e que atendam os nossos objetivos estratégicos de desenvolvimento", escreveram os Presidentes de Brasil e Argentina num artigo publicado no domingo no jornal argentino Perfil.

"Se você negociar por fora do Mercosul, destrói a TEC. Temos de ver as necessidades de cada um e as assimetrias que existem. Ver o que se pode fazer em termos de algum tipo de concessão", disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, em entrevista ao jornal brasileiro Folha de São Paulo.

Leia Também: Von der Leyen e Costa discutiram apoio à Ucrânia e comércio com MERCOSUL

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