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Consumidores encorajados a comprar produtos ucranianos para ajudar país

O coletivo de académicos e ativistas "New Dawn" encoraja consumidores portugueses e de outros países a ajudarem empresas ucranianas a sobreviver comprando produtos ucranianos em lojas, comércios da diáspora ou pela Internet.

Consumidores encorajados a comprar produtos ucranianos para ajudar país
Notícias ao Minuto

08:15 - 10/12/22 por Lusa

Economia Ucrânia

A campanha "Compre produtos ucranianos, apoie a economia da Ucrânia!" foi lançada esta semana para tentar mobilizar os consumidores a procurarem produtos confeccionados naquele país, ajudando as empresas ucranianas ainda operacionais. 

Em declarações à Lusa, a economista Olha Zadoroznha, professora na Universidade Kozminsky, em Varsóvia, Polónia, incitou as pessoas a procurarem produtos cujos códigos de barras comecem por 482, o que indica que foram manufaturados na Ucrânia. 

Cerveja, roupas ou doces são alguns dos bens mais comuns, disse à Agência Lusa, acrescentando que podem ser encontrados até em Portugal, onde existe uma comunidade ucraniana numerosa. 

"Tenho a certeza de que até mesmo num país que se encontra tão longe da Ucrânia é possível encontrar lojas abertas por ucranianos que emigraram ou que acabaram por sair do país devido à guerra desde fevereiro", vincou.

Uma alternativa é procurar em plataformas eletrónicas e redes sociais, como Etsy ou Instagram. 

A campanha surgiu de um coletivo de académicos, cientistas e ativistas políticos ucranianos, polacos e europeus que se formou em Varsóvia para procurar soluções para os desafios criados pela invasão da Rússia.

Num dos encontros do "New Dawn" [Nova Alvorada], perceberam que era necessário ir além das sanções financeiras internacionais contra Moscovo e dar um apoio mais direto à sociedade russa, surgido a ideia desta campanha para impulsionar a economia ucraniana. 

De acordo com o Instituto de Viena para Estudos Económicos Internacionais, o Produto Interno Bruto (PIB) da Ucrânia deverá cair 33 por cento em 2022 devido ao impacto da guerra antes de crescer 5,5% em 2023 graças à exportação de cereais e da ajuda externa. 

Apesar de a atividade industrial no país estar muito limitada devido aos ataques às cidades e infraestruturas, Olha Zadoroznha disse à Lusa que foi feito um esforço para deslocar linhas de produção.

"Muitas empresas deslocaram-se do leste da Ucrânia para a parte central ou ocidental onde estão mais protegidas" de potenciais bombardeamentos porque são mais distantes das frentes de combate, contou.

Além disso, acrescentou, os transportes e serviços postais, que "são essenciais para a entrega e as cadeias de abastecimento, ainda estão operacionais e funcionam".

Algumas destas empresas tornaram-se em centros de refúgio para os habitantes, oferecendo comida, água, aquecimento e fichas para a recarga de equipamentos como telemóveis, contou. 

Por outro lado, as receitas que fazem resultam em pagamento de impostos que são reencaminhados para o pagamentos de funcionários públicos, como médicos e soldados, de pensões de reforma e de subsídios sociais aos mais vulneráveis. 

"Nós estamos a tentar sensibilizar as pessoas para que, a próxima vez que vão às compras, as pessoas podem escolher entre comprar uma cerveja da Ucrânia ou de outro país, porque isto vai apoiar a economia e o povo da Ucrânia", enfatizou.

Segundo Zadoroznha, "há muito tempo antes do Natal para comprar nas lojas ucranianas, mesmo online".

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