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Bulgária aprova pela primeira vez envio de ajuda militar para Kyiv

O parlamento búlgaro aprovou esta sexta-feira o envio de ajuda militar à Ucrânia, pela primeira vez desde o inicio da invasão russa, tendo os deputados acordado também uma lista de armamento.

Bulgária aprova pela primeira vez envio de ajuda militar para Kyiv

O envio de apoio às forças ucranianas, que procuram expulsar do seu território as tropas de Moscovo, foi aprovada com 148 votos a favor (em 240), mas teve forte oposição de grupos socialistas e pró-russos.

A lista de armas é confidencial, mas fontes governamentais indicaram que serão enviadas em particular armas ligeiras e munições. Segundo o jornal Dnevnik, uma resolução previamente aprovada pelo parlamento deu aos deputados um período de um mês para elaborarem a lista, tendo em conta as capacidades militares da Bulgária.

O ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, disse que o país não se pode dar ao luxo de enviar sistemas de defesa aérea russos e caças Su-25, dos quais Kyiv necessita.

"A minha opinião sobre isto tem sido conservadora, porque tenho de garantir as capacidades de defesa da Bulgária", disse Stoyanov, sublinhando que a ajuda vai ao encontro das "prioridades ucranianas".

A Bulgária é um dos poucos países da União Europeia que ainda não enviou ajuda militar à Ucrânia porque o Partido Socialista, um aliado do anterior governo de coligação, bloqueou a possibilidade em maio.

Embora a Bulgária não tenha enviado armas, os seus fornecedores exportaram para o país armamento em grande quantidade. Em agosto, Sófia aprovou acordos de exportação de armas no valor de mais de 500 milhões de euros.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Bulgária e Roménia continuam sem luz verde para entrar no espaço Schengen

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