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ONU mantém acusações à China de crimes contra humanidade

O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, garantiu hoje que mantém as conclusões de um relatório divulgado pela sua antecessora que aponta o tratamento dado pela China aos uigures como crimes contra a humanidade.

ONU mantém acusações à China de crimes contra humanidade
Notícias ao Minuto

12:21 - 09/12/22 por Lusa

Mundo ONU

A questão é uma das mais complexas que Volker Turk enfrenta desde que assumiu o cargo, em outubro, depois de Pequim ter pressionado a sua antecessora a não publicar o relatório, o que Michelle Bachelet só fez poucos minutos antes de terminar o seu mandato.

O documento afirma que as detenções feitas pela China a membros das minorias uigures e de outros grupos étnicos muçulmanos na região ocidental de Xinjiang podem constituir crimes contra a humanidade.

"O meu foco é seguir as recomendações contidas no relatório", afirmou Turk, em conferência de imprensa realizada hoje em Genebra, na qual comentou algumas das situações mais preocupantes do mundo em matéria de direitos humanos.

Classificando o relatório como um documento "muito importante", o alto-comissário alerto para "as preocupações muito sérias com os direitos humanos" que levanta e sublinhou que vai continuar a tentar discutir as alegações de abusos com a China.

"Nós continuaremos, e eu continuarei pessoalmente, a debater com as autoridades" chinesas, disse, acrescentando que "a esperança é eterna para as mudanças".

A China, que nega as acusações, assegurou na altura que deixaria de cooperar com o Alto Comissariado da ONU caso o relatório fosse divulgado.

Um esforço liderado pelo ocidente para lançar um debate sobre o relatório de Xinjiang no Conselho de Direitos Humanos falhou em outubro devido à forte pressão da China.

A ONU comemora no sábado o Dia Internacional dos Direitos Humanos, dia em que se assinala o aniversário da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948

Leia Também: FMI saúda abrandamento da política "covid zero" na China

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