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Opositor russo julgado por divulgar "informações falsas" sobre Exército

Um tribunal de Moscovo está a julgar hoje o opositor ao regime Ilya Yashin, acusado de espalhar "informações falsas" sobre o Exército russo, após críticas à ofensiva militar na Ucrânia que o podem condenar a uma pesada pena.

Opositor russo julgado por divulgar "informações falsas" sobre Exército
Notícias ao Minuto

12:15 - 09/12/22 por Lusa

Mundo Ilya Yashin

O tribunal considerou Ilia Yashin culpado de ter cometido o crime de divulgar "informações falsas" sobre o exército russo, explicou o coletivo de juízes.

O Ministério Público pede nove anos de cadeia para este opositor.

A sentença deveria ser anunciada no final do veredicto, que às vezes leva várias horas. O promotor havia pedido nove anos de prisão.

Ilya Yashin, 39 anos, foi detido em junho, estava a ser julgado por ter denunciado, durante uma intervenção ao vivo num canal da rede social YouTube, "o assassínio de civis" na cidade ucraniana de Boutcha, perto de Kiev, onde o exército russo está a ser acusado de abusos.

A detenção de Yashin não impediu este opositor de continuar a criticar duramente as autoridades russas e a denunciar a intervenção militar na Ucrânia.

Após o início da invasão da Ucrânia, em final de fevereiro, as autoridades russas endureceram a legislação sobre a liberdade de expressão, para tentar silenciar vozes críticas da operação militar.

Nos últimos meses, várias pessoas foram condenadas a penas de prisão, depois de serem condenadas por divulgar "informações falsas" ou por "desacreditar" o Exército.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Troca entre EUA e Rússia? "Relações continuam num estado lamentável"

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