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EUA aproveitam cimeira para capacitar África face a ameaças de segurança

Os Estados Unidos da América (EUA) aproveitarão a cimeira com líderes africanos, que decorrerá na próxima semana em Washington, para capacitar o continente em relação às ameaças de segurança que África enfrenta, disseram hoje fontes oficiais.

EUA aproveitam cimeira para capacitar África face a ameaças de segurança
Notícias ao Minuto

21:48 - 07/12/22 por Lusa

Mundo EUA

Num briefing à imprensa, a subsecretária adjunta de Defesa para Assuntos Africanos dos EUA, Chidi Blyden, avançou hoje com alguns dos objetivos do Departamento de Defesa para a Cimeira EUA-África, que decorrerá na capital norte-americana entre 13 e 15 deste mês, tendo indicado que as prioridades passam por "empregar toda uma abordagem governamental para capacitar os parceiros africanos a enfrentar as ameaças e os desafios de segurança que todos enfrentamos".

Entre as ameaças e os desafios evidenciados pela subsecretária estão instabilidade política, conflitos violentos, pandemias, insegurança alimentar, retrocesso democrático, clima mudanças e degradação ambiental.

"Estamos entusiasmados com o facto de a Cimeira ocorrer num momento extremamente importante. Por um lado, se você apontar o dedo para qualquer lugar no mapa de África, descobrirá facilmente as oportunidades ilimitadas que existem no continente. (...) Acredito firmemente que as soluções para muitos dos problemas mais prementes do mundo e muitas das invenções que mudarão as nossas vidas são encontradas em África. Existem muitas soluções africanas para questões globais", disse Blyden.

"Por outro lado, o potencial ilimitado é constantemente ameaçado por episódios de instabilidade política, desafios de acesso às necessidades humanas básicas, acesso à educação, retrocesso democrático, insegurança física, a ameaça das mudanças climáticas, degradação ambiental e extremismo violento. Eu diria que, felizmente para a humanidade, a história de África, como de outras regiões do mundo, ainda está a ser escrita. Acho que com a caneta nas mãos de África, devemos trabalhar duro para garantir que essa história seja a próxima", acrescentou.

Na Cimeira com os líderes africanos, o executivo norte-americano espera comunicar-lhes os seus objetivos e interesses de parceria no continente.

De acordo com a subsecretária, os EUA estão a tentar, em simultâneo, enfrentar desafios mútuos de segurança, proteger os seus interesses de segurança nacional e apoiar os objetivos dos governos africanos para entregar os dividendos de segurança necessários para prosperar no século XXI, de forma a que África estabeleça instituições democráticas e avance nas oportunidades económicas.

"As pessoas precisam de se sentir seguras e protegidas e devem ter confiança nos seus Governos para criar ambientes propícios à governança e ao desenvolvimento. Não estamos interessados em trabalhar em África sem consulta, sem colaboração ou sem coordenação africanas", frisou.

"Compromissos efetuados na Cimeira com líderes africanos dar-nos-ão a oportunidade de aprender uns com os outros, compartilhar lições e melhores práticas e, o mais importante, ouvir os nossos parceiros sobre os assuntos que os interessam e os objetivos que desejam alcançar", acrescentou Chidi Blyden.

A subsecretária adjunta de Defesa salientou que os EUA recalibraram a sua abordagem e não procurarão apenas capacitar o continente africano no campo da segurança, desenvolvimento e governança, mas também ajudá-lo a lidar com os fatores de instabilidade e conflito, para atender à "ambição de África".

Leia Também: Washington diz "não encorajar" ataques ucranianos na Rússia

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