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Presidente chinês na Arábia Saudita quarta-feira para cimeira bilateral

O presidente chinês, Xi Jinping, começa esta quarta-feira uma visita de três dias à Arábia Saudita, a primeira ao maior exportador de petróleo bruto desde 2016, para uma cimeira bilateral, informaram hoje meios de comunicação estatais sauditas.

Presidente chinês na Arábia Saudita quarta-feira para cimeira bilateral

"O Presidente da República Popular da China vai fazer uma visita oficial ao reino de 07 a 09 de dezembro de 2022, durante a qual uma cimeira China-Arábia Saudita será realizada", revelou a agência de notícias oficial SPA.

O rei Salman da Arábia Saudita copresidirá com Xi Jinping a cimeira, que contará com a presença do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, o governante de fato do país, adiantou a mesma fonte.

Durante a visita, o Presidente da China, país que é o maior importador de petróleo, também se reunirá com líderes de outros países árabes, acrescentou.

No final de outubro, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Faisal bin Farhane, anunciou que o Presidente chinês era esperado na Arábia Saudita, que lidera os países árabes do Golfo e tem forte influência no Médio Oriente.

A visita de Xi reflete "relações muito mais profundas desenvolvidas nos últimos anos" entre os dois países, comentou Ali Shihabi, analista saudita próximo ao Governo, citado pela France-Presse.

"Como o maior importador de petróleo saudita, a China é um parceiro de importância crucial e as relações militares também se desenvolveram fortemente", disse o analista, admitindo que "uma série de acordos sejam assinados".

Esta visita pode não ser bem vista pelos Estados Unidos, parceiros-chave dos países produtores de petróleo do Golfo, devido à aproximação com a sua grande rival China.

Acusações de graves violações dos direitos humanos na Arábia Saudita também afetam as relações entre Riade e Washington, um tema que não deve estar na agenda da visita do Presidente chinês.

Além da energia, analistas dizem que os líderes dos dois países devem discutir possíveis acordos que possam permitir que as empresas chinesas se envolvam mais em megaprojetos programados pelo príncipe Mohammed para acontecerem até 2030.

Esses projetos incluem a construção já em curso de uma megacidade futurista chamada NEOM, uma cidade que dependerá fortemente do reconhecimento facial e outras tecnologias de vigilância, amplamente utilizadas na China.

Tornando-se príncipe herdeiro em 2017, Mohammed bin Salman tem a ambição de diversificar a economia saudita, que depende em grande parte do setor petrolífero, sendo a Arábia Saudita o maior exportador mundial de petróleo bruto.

Depois de vários anos de tensão diplomática com as potências ocidentais, o príncipe Mohammed já recebeu este ano o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e até o Presidente dos EUA, Joe Biden.

Leia Também: Rússia continuará a fortalecer laços com China, Índia, Irão e Turquia

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