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Duas bases aéreas russas atacadas por 'drones' ucranianos, alega Moscovo

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que duas bases aéreas situadas no centro do país foram hoje atacadas por 'drones' (aeronaves não-tripuladas) ucranianos, fazendo três mortos.

Duas bases aéreas russas atacadas por 'drones' ucranianos, alega Moscovo

Num comunicado, o ministério russo indicou que hoje de manhã, "o regime de Kyiv (...) tentou efetuar ataques com 'drones' de fabrico soviético à base aérea de Diaguilevo, na região de Riazan, e à de Enguels, na região de Saratov", situadas a centenas de quilómetros da fronteira ucraniana.

"Três militares russos do serviço técnico foram mortalmente feridos" nesses ataques e mais quatro ficaram feridos e foram hospitalizados, refere ainda a nota de imprensa, citada pela agência de notícias francesa AFP.


Segundo a agência norte-americana Associated Press (AP), a Rússia afirmou ter intercetado os 'drones' ucranianos que atacaram as duas bases aéreas russas e "que voavam a baixa altitude", mas que, ainda assim, os danos causaram a morte de três militares.

O ministério russo acusa as forças ucranianas de procurarem assim "pôr fora de serviço os aviões russos de longo alcance", utilizados para os ataques que tiveram, nas últimas semanas, como alvos muitas infraestruturas energéticas em território ucraniano.

Embora esses "'drones' a jato" tenham sido intercetados pelos sistemas de defesa antiáerea russos, os seus fragmentos caíram no perímetro das bases aéreas atacadas, nelas provocando explosões e danificando "ligeiramente dois aviões", segundo o comunicado.

O porta-voz da Defesa russo, Igor Konashenkov, asseverou que, apesar das tentativas de Kyiv "de frustrar, com este atentado terrorista, as missões de combate da aviação estratégica russa", Moscovo respondeu hoje, pelas 12:00 TMG (a mesma hora em Lisboa), com "um ataque maciço realizado com armas de alta precisão" de posicionamento aéreo e naval contra instalações militares ucranianas e infraestruturas de produção de energia relacionadas com as forças ucranianas.

"O objetivo do ataque foi alcançado: os 17 alvos visados foram destruídos", precisou.

Segundo Konashenkov, este ataque "impediu o uso da rede ferroviária para transportar as reservas do exército ucraniano, armas estrangeiras, equipamento militar e munições para a zona dos combates".

Ainda que a Ucrânia não tenha reivindicado o ataque às bases aéreas russas, o assessor da Presidência ucraniana, Mykhailo Podolyak, insinuou na rede social Twitter que as explosões poderão ter sido uma resposta de Kyiv.

"Quando se lança frequentemente coisas no espaço aéreo de outros países, mais cedo ou mais tarde, objetos voadores desconhecidos regressarão ao seu lugar de partida", escreveu Podolyak.

A confirmar-se, tratar-se-á do primeiro ataque ucraniano contra um alvo situado a centenas de quilómetros de distância do seu território.

Em agosto passado, a Ucrânia realizou uma série de ataques a bases militares da anexada península da Crimeia, entre os quais à base de Saki, que demonstraram à Rússia, como declarou o chefe do Estado-Maior ucraniano, Valery Zaluzhny, as "hipóteses reais de sofrer baixas e de ser derrotada".

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 285.º dia, 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

[Notícia atualizada às 18h55]

Leia Também: Putin na Crimeia? "As suas ambições agressivas diminuíram"

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