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Níger quer reduzir taxa de pobreza para um terço da população até 2026

O Níger quer reduzir a taxa atual de pobreza de 43% para 35% até 2026, através de um plano de desenvolvimento 2022-2026 no valor de 30 mil milhões de euros, apresentado hoje, em Paris, pelo Presidente Mohamed Bazoum.

Níger quer reduzir taxa de pobreza para um terço da população até 2026
Notícias ao Minuto

13:11 - 05/12/22 por Lusa

Mundo Pobreza

"A nossa ambição é reduzir a taxa de pobreza de 43% em 2022 para 35% em 2026. Para o fazer, o Governo implementará várias estratégias destinadas à transformação estrutural da nossa economia", disse o Presidente Bazoum numa mesa redonda que ocupará o dia de hoje e de terça-feira e que reúne vários interessados e investidores no Plano de Desenvolvimento Económico e Social.

"Os recursos financeiros necessários para implementar este plano estão estimados em 29,62 mil milhões de euros, incluindo 13,35 mil milhões de euros dos recursos próprios do Estado, 10,28 mil milhões de euros esperados dos parceiros técnicos e financeiros e 5,99 mil milhões de euros do setor privado, acrescentou, esperando que a "mesa redonda permita mobilizar os montantes previstos" fora do orçamento do Estado.

O plano foca-se em três prioridades: "o desenvolvimento do capital humano, inclusão e solidariedade; a consolidação da governação, paz e solidariedade; e a transformação estrutural da economia", de acordo com a presidência deste país, que se encontra entre os mais pobres do mundo.

O Níger enfrenta vários desafios, particularmente a nível climático e de segurança, com uma presença muito forte de rebeldes ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico na região do Sahel, bem como grandes fluxos de refugiados. A economia é, contudo, pouco diversificada, pouco industrializada e "dependente da agricultura para 40% do seu PIB", de acordo com o Banco Mundial.

"Mobilizando recursos suficientes, criaremos as condições para a diversificação e modernização da economia do Níger, o desenvolvimento do capital humano, a consolidação da governação, a paz e a segurança", assegurou o Presidente Bazoum.

"Apoiar o Níger é absolutamente essencial. O que está a acontecer vai além do Níger", disse Chrysoula Zacharopoulou, secretária de Estado francesa para o Desenvolvimento, que relembrou que o Níger é um dos poucos países da região do Sahel que mantém um regime democrático, ao passo que vários dos seus vizinhos são liderados por regimes militares (Mali, Burkina Faso, Chade).

Segundo Zacharopoulou, o Níger demonstrou que é possível enfrentar "desafios de segurança, económicos, sociais, demográficos e ambientais escolhendo uma via democrática". Niamey é também um parceiro crucial da França na luta contra o terrorismo no Sahel, especialmente desde a retirada das tropas francesas do Mali.

Paris está em vias de redefinir a sua presença militar na zona.

"No total, a França está empenhada em fornecer um total de 550 milhões de euros de ajuda ao longo de toda a duração do plano", acrescentou a secretária de Estado.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) pretende financiar o plano no valor de 2,36 mil milhões de euros. "A economia do Níger é resiliente e cheia de oportunidades em todas as áreas. Não percam o comboio do Níger", disse a vice-presidente do BAD, Marie-Laure Akin-Olugbade, dirigindo-se aos investidores privados.

Segundo o Banco Mundial, o Níger espera "taxas médias de crescimento anual de 8,5%" até 2026, enquanto que uma "combinação de choques e crises de saúde, clima e segurança têm dificultado o crescimento" da sua economia nos últimos anos.

"Apesar de um contexto de grande incerteza, o crescimento poderá atingir 10% até 2024 graças ao boom na produção de petróleo", afirmou.

Leia Também: França envia dois helicópteros ao Níger para combate ao terrorismo

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