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"Sou mais responsável do que corajoso. Odeio desiludir as pessoas"

O presidente ucraniano foi eleito 'Personalidade do Ano' pelo Financial Times. Em causa esteve a sua coragem e luta pelo apoio ao povo ucraniano.

"Sou mais responsável do que corajoso. Odeio desiludir as pessoas"

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, considerado pela comunidade internacional com um “herói” por não ter abandonado o seu país no início da invasão russa, a 24 de fevereiro, admitiu ser uma pessoa “mais responsável do que corajosa”.

O chefe de Estado foi eleito ‘Personalidade do Ano’ pelo jornal Financial Times, que o comparou ao antigo primeiro-ministro Winston Churchill.

“Tal como Winston Churchill foi à rádio para reunir o seu país durante o Blitz [intensos bombardeamentos alemães ao Reino Unido durante a II Guerra Mundial], Zelensky utilizou os meios de comunicação social para fazer campanha incessante em prol de apoio militar e financeiro ocidental, transformando a situação do seu povo numa alavanca moral sobre os líderes na Europa e nos EUA”, escreveu o jornal.

Além da sua campanha pelo apoio à Ucrânia, o presidente ucraniano “incorporou a coragem e a resistência do povo na sua luta”. No entanto, Zelensky rejeita ser uma pessoa corajosa. “Eu sou mais responsável do que corajoso… Odeio desiludir as pessoas”, afirmou.

O presidente ucraniano diz que tentou telefonar várias vezes ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, antes do início da guerra para lhe dizer que seria um “grande erro, uma grande tragédia”, mas não teve sucesso. “Estamos a lutar contra pessoas doidas”, acusou. 

Mais de nove meses após o início da invasão russa, afirmou que, se não estivesse a combater uma guerra, gostaria de estar a pescar com o filho. “Só quero apanhar uma carpa no rio Dnipro”, disse.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que cerca de seis mil civis morreram e mais de dez mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

Leia Também: Kyiv denuncia "aumento drástico" da violência sexual como arma de guerra

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