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OMS pede projetos para travar violência contra crianças na Internet

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a adoção de mais projetos educativos de prevenção da violência contra crianças na Internet, num relatório divulgado hoje sobre estratégias para criar um ambiente online mais seguro para os jovens.

OMS pede projetos para travar violência contra crianças na Internet
Notícias ao Minuto

13:47 - 02/12/22 por Lusa

Mundo OMS

O relatório 'What works to prevent online violence against children' ('O que resulta para prevenir a violência online contra crianças') centrou a análise em dois tipos de violência: o abuso sexual infantil, no qual se inclui aliciamento e abuso de imagem sexual, e agressividade/assédio online, expresso através de 'cyberbullying', perseguição cibernética, intrusão informática e roubo de identidade.

"Esta estratégia assenta sobre outros programas educativos com sucesso comprovado numa grande variedade de desafios de prevenção relacionados com a juventude, tais como o abuso de substâncias e a delinquência. Este relatório concentra-se mais nesta estratégia, uma vez que tem uma literatura relativamente grande existente e gerou um conhecimento substancial", pode ler-se no relatório.

De acordo com a OMS, uma ação dos estados no âmbito educacional e de formação evidencia "provas positivas na redução da agressividade online", embora ainda não seja possível dizer o mesmo em relação à exploração sexual de crianças na Internet.

A agência das Nações Unidas referencia também "fortes provas" da eficácia da aposta em educação na redução da violência e dos riscos relacionados.

Entre outras possíveis estratégias encontra-se a intervenção por via legislativa e policial, que, para a OMS, não apresenta ainda eficácia na prevenção da violência contra crianças na Internet, embora uma maior visibilidade das forças de segurança resulte na prevenção de outros crimes. A mesma conclusão de ineficácia foi apontada a intervenções ao nível de consciencialização social e de serviços de apoio e resposta.

Por outro lado, a implementação de soluções tecnológicas na criação de ambientes digitais seguros - através de avisos sobre pesquisas relacionadas com conteúdos com abusos sexuais de menores - começa igualmente a revelar sinais de que pode ser uma estratégia relevante na prevenção da violência online sobre crianças.

Também o apoio a pais e cuidadores, inserido em programas de prevenção dirigidos tanto a crianças como a adultos, está a ser associado a melhores resultados no combate a estas formas de violência pela Internet.

O relatório realça a importância da formação das crianças e dos jovens em determinadas competências, nomeadamente, assertividade, empatia, resolução de problemas, gestão de emoções e procura de ajuda, etc. Em termos de execução, o sucesso destes projetos é superior quando se recorre a diferentes formatos, como vídeos, jogos, infografias ou debates.

Paralelamente, a OMS defende no documento o peso da educação sexual na redução da agressão física e sexual, em particular encontros e violência de parceiros e intimidação homofóbica. "A eficácia da educação sexual tem sido confirmada em países de todos os níveis de rendimento", conclui a organização.

Leia Também: VIH. OMS alerta para aumento de infeções não diagnosticadas na Europa

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