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Scholz pede retirada da Rússia e Putin aconselha Alemanha a rever posição

O chanceler alemão pediu hoje ao Presidente russo que retire as suas tropas da Ucrânia para permitir uma "solução diplomática" do conflito, enquanto Vladimir Putin aconselhou Olaf Scholz a "rever a sua postura" face à guerra.

Scholz pede retirada da Rússia e Putin aconselha Alemanha a rever posição

O chanceler alemão insistiu com o Presidente russo, durante a primeira conversa telefónica entre os dois líderes nos últimos três meses, "para que seja encontrada uma solução diplomática o mais rapidamente possível", sublinhando que isso "implica a retirada das tropas russas" do território ucraniano, avançou o porta-voz do Governo alemão, Steffen Hebestreit, em comunicado.

O pedido para a Rússia se retirar da Ucrânia já tinha sido feito na quinta-feira pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que disse estar pronto para falar com o seu homólogo russo se este "procurasse uma forma de acabar com a guerra" na Ucrânia.

A condição foi, no entanto, rejeitada pelo Kremlin, que garantiu hoje que a operação militar na Ucrânia vai continuar.

Na conversa por telefone, Putin pediu, por sua vez, a Scholz que "reveja a sua posição" sobre o conflito armado na Ucrânia, segundo referiu a presidência russa (Kremlin) em comunicado.

"O Presidente pediu ao lado alemão para rever a sua abordagem no contexto dos acontecimentos ucranianos", disse o Kremlin.

Segundo a presidência russa, Putin chamou a atenção do chanceler alemão para a "linha destrutiva" dos países ocidentais, incluindo da Alemanha, ao fornecerem armas ao "regime" de Kiev e ao treinarem as tropas ucranianas.

"Tudo isso, assim como o amplo apoio político e financeiro à Ucrânia, leva Kiev a rejeitar completamente a ideia de qualquer negociação [com Moscovo] e encoraja os nacionalistas ucranianos radicais a cometer cada vez mais crimes sangrentos contra a população civil", alegou Putin.

O chanceler garantiu, no entanto, que a Alemanha vai continuar a ajudar a Ucrânia na "sua defesa contra a agressão russa" e condenou Putin pelos "ataques aéreos russos contra infraestruturas civis ucranianas", adiantou a chancelaria alemã.

Ataques que, de acordo com Putin, "eram inevitáveis" após a destruição, pelos militares ucranianos, da ponte da península anexada da Crimeia.

"As Forças Armadas russas tinham-se abstido de ataques com mísseis direcionados contra certos alvos no território da Ucrânia, mas agora tais medidas tornaram-se uma resposta obrigatória e inevitável aos ataques provocativos de Kiev a infraestruturas civis russas, como a ponte da Crimeia", disse o líder russo.

A Ucrânia explodiu, no início de outubro, parte da ponte de Kerch, que liga a península da Crimeia à Rússia e que era tida como um dos maiores símbolos da ocupação do país, interrompendo o transporte de mantimentos e reduzindo a capacidade da Rússia de mover equipamento militar e tropas para a área.

Putin também pediu uma "investigação transparente" conjunta com especialistas russos sobre a alegada sabotagem dos gasodutos Nord Stream e pediu a remoção de todas as barreiras ao fornecimento de alimentos e fertilizantes russos sob o acordo de cereais assinado pela Ucrânia, ONU e Turquia.

Quatro fugas nas condutas que transportavam gás russo até à Alemanha foram detetadas em setembro nas zonas económicas exclusivas da Dinamarca e da Suécia, sendo que as primeiras investigações referem terem sido encontrados "vestígios de explosivos" nos locais.

Os dois dirigentes, que acordaram "manter contacto", sublinharam ainda "o importante papel do acordo de cereais, recentemente prorrogado sob a égide das Nações Unidas.

O acordo, que permite a exportação protegida de cereais ucranianos e de fertilizantes russos, foi renovado em 17 de novembro para os quatro meses de inverno, aliviando as preocupações sobre uma possível crise alimentar global.

Leia Também: Kyiv denuncia campanha russa contra a sua rede diplomática

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