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Biden: "Sabia que a Rússia era cruel, mas não previ que fosse tanto"

Os presidentes dos Estados Unidos e de França deram, esta quinta-feira, uma conferência conjunta em Washington, no âmbito da visita do líder europeu.

Biden: "Sabia que a Rússia era cruel, mas não previ que fosse tanto"

Joe Biden 'abriu' a conferência de impressa reiterando não só o apoio de França e dos Estados Unidos à Ucrânia, como dos restantes aliados.

"Os Estados Unidos e França - juntamente com a NATO, a União Europeia e o G7 - mantemo-nos mais fortes do quer nunca face à agressão da Rússia na Ucrânia", referiu o responsável norte-americano, explicando que falaram "bastante" sobre esse assunto.

Reiterando o apoio à Ucrânia, Biden referiu que a agressão da Rússia tem sido terrível. "Sabia que a Rússia era cruel, mas não previ que fosse tanto", apontou.

"Vamos continuar a apoiar os ucranianos contra a agressão russa", referiu, agradecendo ainda a Emmanuel Macron por receber mais de 100 mil refugiados vindos da Ucrânia. "É um traço de como são os franceses", referiu. Já no início no discurso, Biden falou da relação que os Estados Unidos têm com a França, sublinhando que não só eram aliados históricos, como também eram amigos.

"Putin pensa que pode travar aqueles que se opõem às suas ambições imperialistas, mas atacar civis, infraestruturas, estrangular o acesso à energia à Europa, aumentar a crise alimentar, é magoar pessoas que não estão só na Ucrânia, mas em todo o mundo", continuou.

Já Emmanuel Macron falou do tema da guerra na Ucrânia, tendo referindo que ia aumentar o apoio militar ao país. "Nunca vamos insistir que os ucranianos se comprometam com algo que não é aceitável para eles", referiu, numa declaração que pode ser interpretada como Macron  garantir que nunca irá insistir para que as negociações entre a Ucrânia e a Rússia voltam a acontecer. 

No seguimento destas declarações, Joe Biden referiu ainda que estava disposto a falar com o presidente da Rússia, caso este estivesse disposto a acabar com a guerra - o que parece não ser o caso.

"Mas não o vou fazer sozinho", referiu Joe Biden, referindo-se á decisão ser tomada também pela NATO.

O presidente norte-americano anunciou durante a conferência que os dois países concordaram que a energia limpa deveria ser "mutuamente benéfica". E a cooperação não ficará por aqui, de acordo com Biden. "Estamos a trabalhar para com um Médio Oriente mais próspero e pacífico", afirmou. 

"Trabalhamos estamos ao lado dos iranianos, e para que sejam responsabilizados aqueles que vão contra os direitos humanos no país", notou, sublinhando ainda a "coragem" dos iranianos.

Mas também a China foi tema de conversa nesta conferência, com os dois presidentes a deixarem a promessa de que vão "coordenar" os desafios que podem surgir com a China. 

[Notícia atualizada às 19h43]

Leia Também: EUA. Ucrânia, China, clima e relações comerciais marcam visita de Macron

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