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População de Bakhmut prepara lenha para inverno muito duro

A cidade tem sido o foco dos ataques russos nos últimos meses e está completamente devastada pelos bombardeamentos dos dois lados.

Notícias ao Minuto

09:16 - 01/12/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Ucrânia

Cercada pelos dois lados e praticamente sem energia, a cidade de Bakhmut começa a preparar-se para um inverno mais duro do que o habitual, desconhecendo se a energia para aquecer as suas casas será suficiente, independentemente de quem controlar a cidade.

Nos últimos dias, os serviços de emergência têm-se revezado, entre tratar as dezenas de soldados que chegam todos os dias ao hospital e recolher lenha, que fica repousada no quartel de bombeiros.

As fotos divulgadas mostram também que suportar o frio tem sido difícil para os soldados da linha da frente, com muitos a fazerem fogueiras junto aos tanques de combate.

No entanto, o uso de lenha para aquecimento tem causado também alguns incêndios e, na quarta-feira, o serviço nacional de emergência disse que nove pessoas morreram em fogos, após quebrarem as regras de segurança em torno do aquecimento das casas. Houve pelo menos 131 incêndios só nas últimas 24 horas.

Bakhmut está situada a norte de Donetsk, dentro da região do mesmo nome. Os dois lados têm multiplicado os seus recursos na região, os ucranianos tentando segurá-la e os russos tentando tomá-la. Esta quinta-feira, os russos reclamaram a conquista de três aldeamentos, mas os avanços têm sido lentos e quase inconsequentes.

O cenário na cidade de 70 mil habitantes é dantesco, com o New York Times a descrever uma cena semelhante às trincheiras na Primeira Grande Guerra.

No seu relatório diário, a organização norte-americana Institute for the Study of War (ISW, do inglês 'Instituto para o Estudo da Guerra') contraria as teses de avanços russos na região em torno de Bakhmut, uma cidade que se tornou uma prioridade para os russos na sua tentativa de avançar na região de Donetsk.

Segundo o relatório da instituição, os russos conseguiram avançar apenas "alguns quilómetros" em seis meses, argumentando que as forças invasoras "falharam fundamentalmente em aprender com campanhas anteriores com muitas baixas, concentradas em objetivos de importância operacional e estratégica limitadas".

"Os esforços russos em avançar sobre Bakhmut resultaram num continuado desgaste dos recursos e equipamentos russos, fixando tropas em aldeamentos relativamente insignificantes durante semanas e meses seguidos", escreve o ISW, comparando a situação às tomadas de Lysychansk e Severodonetsk, que acabaram por ser conquistas algo inconsequentes.

O conflito na Ucrânia já fez quase 6.600 mortos civis, segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. No entanto, a entidade adverte que o real número de mortos poderá ser muito superior, devido às dificuldades em contabilizar os mortos em zonas sitiadas ou ocupadas pelos russos, como em Mariupol, por exemplo, onde se estima que tenham morrido milhares de pessoas.

Leia Também: Ucrânia. Rússia reivindica conquista de três localidades perto de Bakhmut

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