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EUA. Jovem condenado a 4 anos de prisão por tentar juntar-se ao Daesh

A família e membros de uma mesquita tentaram dissuadir o jovem, mas este continuou a procurar conteúdos violentos e a querer radicalizar-se.

EUA. Jovem condenado a 4 anos de prisão por tentar juntar-se ao Daesh
Notícias ao Minuto

10:51 - 30/11/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Estado Islâmico

Um tribunal no estado norte-americano de Seattle condenou na terça-feira um homem de 22 a quatro anos de prisão, por tentar juntar-se ao Estado Islâmico (ou Daesh) em 2021.

A acusação pedia 15 anos de prisão para Elvin Williams, mas o juiz John C. Coughenour reduziu a sentença com base no "historial de dificuldades de saúde mental", afirma um comunicado da procuradoria de Seattle, citado pela NBC News.

Williams foi detido no ano passado no aeroporto internacional Seattle-Tacoma, quando tentava embarcar num voo em direção a Cairo, no Egito, para se juntar ao grupo extremista responsável por atentados terroristas por todo o mundo, e que contribuiu gravemente para a guerra na Síria e no Norte do Iraque que ainda hoje afeta milhões de pessoas.

Aos 16 anos de idade, o jovem já tinha despertado a atenção da polícia federal norte-americana, depois de ter dito a colegas na escola que planeava juntar-se ao Estado Islâmico. Williams também disse que um ataque terrorista num concerto de Ariana Grande, em 2017 no Reino Unido, foi merecido pela forma como a artista estava vestida.

A sua mãe revelou aos investigadores que o jovem tinha sido banido de redes sociais por fazer publicações apologistas de violência e que promoviam o Estado Islâmico, acrescentando que chegou a cortar o serviço de internet em casa para que o jovem não visitasse sites pró-terrorismo.

Já na mesquita que o jovem frequentava, os membros e o imã do templo na zona de Seattle contaram que tentaram dissuadir Elvin Williams a juntar-se ao Estado Islâmico, apoiando-o com alojamento, comida e dinheiro para um semestre numa universidade.

A mesquita também ofereceu um telemóvel e um computador a Williams para este estudar e encontrar um trabalho mas, em 2020, um membro do templo muçulmano viu o jovem a pesquisar vídeos extremistas no telemóvel. Quando o dispositivo lhe foi confiscado, foram encontrados muitos mais conteúdos violentos, incluindo tutoriais sobre como construir bombas.

No comunicado, o procurador Nick Brown vincou que Williams "persistiu nos seus planos para se juntar à organização terrorista e cometer atos de violência, apesar da intervenção da sua família, da sua escola, membros da sua mesquita e do FBI [polícia federal]". "De facto, ele repetidamente demonstrou a sua intenção em cometer atos de terrorismo aqui em casa, caso não viajasse para o estrangeiro. Será extremamente importante que seja supervisionado com cuidado depois de ser libertado da prisão", apelou ainda o procurador.

Leia Também: Norte-americana condenada a 20 anos por liderar grupo do Estado Islâmico

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