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Jornalista e líder social que denunciava insegurança morto na Colômbia

O jornalista e líder social Wilder Córdoba foi assassinado por sicários que o mataram a tiro na localidade colombiana de La Unión, distrito de Nariño, na fronteira com o Equador, adiantaram hoje fontes oficiais, segundo a EFE.

Jornalista e líder social que denunciava insegurança morto na Colômbia

Córdoba, diretor do canal privado Unión TV, deslocava-se de mota pela localidade de El Salado, quando foi atacado por homens armados, na segunda-feira.

"Lamentamos que a violência silencie a voz dos nossos jornalistas em Nariño. Pedimos às autoridades competentes o rápido esclarecimento do sucedido que hoje enluta o distrito, pelo assassinato do jornalista Wilder Córdoba", escreveu nas redes sociais o governador de Nariño, John Rojas Cabrera.

De acordo com a Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP), este ano está a ser o mais violento para a imprensa na América Latina nos últimos 30 anos, sendo que este ano já foram assassinados 57 jornalistas em todo o mundo, 25 dos quais na América Latina e Caribe.

"Apelamos às autoridades para considerarem na sua investigação a relação entre este homicídio com o trabalho jornalístico de Córdoba", pediu a FLIP numa declaração na qual condena o assassinato, que fazia "denúncias e notícias sobre a administração local e sobre a insegurança no município".

O Instituto de Desenvolvimento de Estudos para a Paz (Indepaz), que monitoriza os homicídios no seu observatório, disse que Córdoba era "reconhecido pela comunidade pelo seu trabalho de denúncia em matéria de segurança".

O deputado na Câmara de Representantes Erick Velasco garantiu que nos dias anteriores Córdoba "tinha denunciado mensagens intimidantes".

No distrito de Nariño vive-se uma situação de violência em resultado da presença de dissidentes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupos de narcotraficantes e o Exército de Libertação Nacional (ELN), a que se juntam constantes denúncoas da comunidade por corrupção de funcionários públicos.

A Fundação Desenvolvimento e Paz (Fundepaz) assegurou que com Córdoba "já são 22 líderes assassinados no distrito em 2022", enquanto que o Indepaz reportou 171 assassinatos de líderes sociais este ano em todo o país.

No passado fim de semana uma missão humanitária recebeu na zona rural do município de Tumaco 18 jovens pertencentes a diferentes comunidades da costa do Pacífico do distrito de Nariño que estavam sequestrados pela Coluna Iván Ríos da Segunda Marquetalia, uma das grandes dissidências das FARC.

No início de novembro uma missão da Provedoria do Povo, Comité Internacional da Cruz Vermelha e da igreja católica também permitiu a libertação de outros 16 jovens na mesma zona, que supostamente eram parte de uma das dissidências e estavam sequestrados pela Segunda Marquetalia.

Vários setores das dissidências das FARC expressaram a sua disposição para iniciar conversações com o Governo para conseguir a paz total no país.

Desde que tomou posse, a 07 de agosto, o presidente colombiano, Gustavo Petro, insistiu em impulsionar uma "paz total", que pretende negociar com o ELN e com os grupos à margem da lei que ainda operam no país para alcançar um acordo como o que se alcançou com as FARC, que incluía um pacto judicial.

Leia Também: Colômbia lança ofensiva contra o narcotráfico nas fronteiras

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