Eric Holder, que apresentou em Nova Orleães o acordo entre as autoridades norte-americanas e a petrolífera britânica, acrescentou que um terceiro dirigente foi acusado de mentir ao Congresso dos EUA.
Esta catástrofe ecológica causou 11 mortos em abril de 2010.
Os dois primeiros dirigentes, que trabalhavam na plataforma petrolífera Deepwater Horizon, que explodiu e derramou centenas de milhões de litros de petróleo no golfo do México, são acusados também de "negligência" e "erros graves", porque "não agiram de maneira apropriada para evitar a explosão".
O terceiro dirigente da BP "subestimou intencionalmente" a quantidade de petróleo derramado, escondeu informações e mentiu ao Congresso "para fazer aparecer a maré negra menos catastrófica do que ela era", acrescentou o ministro.
Holder especificou que a BP confessava-se culpada de 11 homicídios involuntários, duas violações de leis de protecção do ambiente e de um caso de obstrução ao Congresso.
A BP aceitou ainda pagar "a mais elevada multa imposta pela Justiça na história dos EUA", ou seja, quatro mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros) para evitar o processo penal, que deveria começar em Fevereiro.
A BP vai também pagar 525 milhões de dólares à entidade reguladora do mercado de capitais dos EUA.
A BP já identificou os acusados de homicídio involuntário como sendo Robert Kaluza e Donald Vidrine, que lideravam a operação de perfuração, a quem é apontada negligência na supervisão de importantes testes de segurança realizados na Deepwater Horizon antes da explosão.
A acusação especifica que não alertaram os engenheiros em terra para os problemas na perfuração.
O terceiro acusado é David Rainey, que era o vice-presidente de Exploração, para o Golfo do México, por obstrução ao Congresso e declarações falsas.
Até hoje, a única pessoa acusada pelo desastre era um antigo engenheiro da BP, detido em Abril, acusado de obstrução à Justiça, designadamente por ter apagado mensagens de correio electrónico sobre a resposta da petrolífera ao desastre.