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Ucrânia. Ministros da UE disponíveis para ajudar a recuperar património

Os ministros da Cultura da União Europeia (UE) comprometeram-se hoje a apoiar a preservação e reconstrução do património cultural da Ucrânia destruído pelos ataques da Rússia.

Ucrânia. Ministros da UE disponíveis para ajudar a recuperar património

O Conselho de Ministros da Cultura mostrou-se ainda disponível para apoiar a criação de um fundo especial dedicado à proteção da cultura ucraniana, após o responsável pela pasta no Governo de Kyiv, Oleksandr Tkachenko, ter denunciado a destruição ou danificação de património cultural e religioso edificado e ainda o saque a espólios de museus.

O ministro da Cultura da Ucrânia, que participou no debate público sobre a agressão da Rússia, salientou que, para além do património destruído, encerraram 200 meios de comunicação social, foram bombardeadas 16 torres de transmissão televisiva e 90 jornalistas foram mortos, feridos ou sequestrados.

Uma das prioridades definidas pela UE, no plano cultural de 2023-2026, é incluir financiamento para a Ucrânia, tendo Tkachenko apelado a uma verba de 1% do orçamento total dos próximos três anos.

Durante a sessão pública, a Comissão Europeia anunciou ter destinado dois milhões de euros para a salvaguarda do património ucraniano, assim como para a preservação do espólio de museus, bibliotecas e arquivos, nomeadamente digitais, e para pagamento dos salários a mais de 200 funcionários do setor cultural.

Na segunda-feira, em Madrid, na inauguração da exposição "No olho do furacão. Vanguarda na Ucrânia, 1900-1930", no Museu Nacional Thyssen-Bornemisza, peritos em arte alertaram para a dimensão da espoliação e destruição de património cultural ucraniano pela Rússia.

Na inauguração da mostra, um dos comissários, Konstantin Akinsha, disse que "não há nada comparável desde a II Guerra Mundial", afirmando que será necessário ainda fazer um levantamento pelas autoridades para ter dados corretos e concretos, mas que há "violação de leis internacionais" e que os "tribunais internacionais" terão de investigar e julgar estes crimes.

Segundo os dados mais recentes da UNESCO (a agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), há 221 locais com registos de danos até segunda-feira, 28 de novembro, na Ucrânia, por causa da guerra: 98 locais religiosos, 17 museus, 78 edifícios com interesse histórico e/ou artístico, 18 monumentos e 10 bibliotecas.

"Até à data, nenhum local classificado como Património Mundial da UNESCO parece ter sido danificado", segundo a agência da ONU.

A exposição "No olho do furacão. Vanguarda na Ucrânia, 1900-1930", que vai estar no Museu Nacional Thyssen-Bornemiza, em Madrid, até final de abril de 2023, reúne exemplares únicos, nunca vistos fora do país de origem, que foram transportados para Madrid, coincidindo a trajetória com alguns dos maiores bombardeamentos de cidades ucranianas desde o início da guerra.

Numa mensagem em vídeo para a inauguração da mostra, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que "a cultura tem de ganhar" na guerra em curso no país: "Penso que esta exposição mostra aquilo que a Rússia está a tentar destruir com a guerra. Penso que esta exposição mostra o quanto a Ucrânia está ligada à Europa".

O ataque da Rússia à Ucrânia, em 24 de fevereiro, foi um ataque "contra a liberdade" e a guerra não pode fazer-se apenas com "a força das armas" porque a cultura tem também "um papel importante", "a cultura tem de ganhar", afirmou Zelensky.

Leia Também: Museus apertam vigilância devido a ações ambientalistas de "terrorismo"

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