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Reforma da Defesa é prioritária para Governo são-tomense

O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, definiu hoje como prioridades a reforma das Forças Armadas e de segurança para proteger o Estado e as pessoas e a melhoria do poder de compra dos são-tomenses.

Reforma da Defesa é prioritária para Governo são-tomense

"A segurança do Estado e a segurança física das pessoas, através de reformas concretas no seio das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe e das forças e serviços de segurança, será encarada como prioridade. Será necessário reforçar e aprimorar os efetivos, modernizar os equipamentos, melhorar as infraestruturas, intensificar a formação, o treino e a prontidão", declarou hoje Patrice Trovoada, durante a apresentação do programa do Governo, na Assembleia Nacional.

"Para a tranquilidade do nosso povo e para que todos os que aqui vivem possam usufruir das suas liberdades, precisamos de um país limpo e seguro. Limpo de todas as toxicidades políticas, administrativas, económicas e éticas. Seguro em todas as vertentes", salientou.

O executivo, disse, "empreenderá reformas no sentido de garantir e reforçar a segurança global do país, segurança para as pessoas, os bens, as relações contratuais e para o meio ambiente".

O sistema de justiça militar, acrescentou, "deve conhecer reformas, através da melhoria da sua organização e funcionamento, bem como no que respeita ao reforço das suas capacidades de investigação e condução dos processos judiciais, que têm sempre neste domínio uma natureza particular, complexa e melindrosa".

Esta posição do Governo são-tomense ocorre poucos dias depois de um ataque ao quartel-general das Forças Armadas, ocorrido na sexta-feira passada, que as autoridades classificaram como "uma tentativa de golpe de Estado", em que morreram três dos quatro atacantes e um suposto mandante, Arlécio Costa, que os militares foram buscar a casa.

Patrice Trovoada definiu ainda "urgente e prioritário" o trabalho do Governo para "melhorar o poder de compra das populações".

"Os níveis de pobreza são hoje alarmantes e o registo de uma inflação acima de 20% empurra para a miséria uma franja considerável da população" de São Tomé e Príncipe, declarou o chefe do Governo.

Patrice Trovoada prometeu "uma redução drástica das despesas de funcionamento do aparelho de Estado" para "recuperar recursos orçamentais que permitam melhorar as condições de vida das populações e uma distribuição mais equitativa da riqueza nacional", bem como "atender às desigualdades que prevalecem no país".

O executivo, adiantou, prevê adotar medidas fiscais e outras para "evitar as subidas bruscas de preços de bens alimentares que integram a cesta básica" e irá também regulamentar a comercialização destes bens, "visando a prática de preços mais justos, o abastecimento regular do mercado e a justa remuneração dos operadores económicos, evitando ruturas de stocks".

O Governo liderado por Patrice Trovoada tomou posse em 14 de novembro, na sequência das eleições legislativas de 25 de setembro, que a Ação Democrática Independente (ADI, centro-direita) venceu com maioria absoluta de 30 em 55 deputados, enquanto o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD, até então no Governo numa coligação com PCD/UDD/MFDM), ficou em segundo lugar, com 18 eleitos.

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