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Missão da UA na Somália condena ataque do Al-Shebab a hotel em Mogadíscio

A Missão de Transição da União Africana na Somália (ATMIS) condenou hoje nos "termos mais veementes" o "hediondo" ataque de extremistas islâmicos do grupo Al-Shebab a um hotel em Mogadíscio no último domingo, em que morreram 15 pessoas.

Missão da UA na Somália condena ataque do Al-Shebab a hotel em Mogadíscio

"O cerco atroz e o ataque indicam a derrota dos terroristas nos campos de batalha, onde as Forças de Segurança da Somália (SSF, na sigla em inglês) continuam a infligir pesadas perdas ao Al-Shebab e a recuperar grandes extensões de território anteriormente controladas pelos terroristas", afirmou Mohamed El-Amine Souef, o embaixador das Comores que lidera a ATMIS, citado numa nota divulgada hoje pela missão da União Africana.

"Estes ataques cobardes a pessoas inocentes sublinham, mais uma vez, a necessidade de uma ação mais decisiva contra o terrorismo", acrescentou.

Souef elogiou ainda as SSF, que "lutaram arduamente para proteger vidas no Hotel Villa Rossa", no centro da capital somali, e apresentou as "condolências às famílias daqueles que perderam as suas vidas".

O ataque a um hotel no domingo à noite por extremistas islâmicos do Al-Shebab em Mogadíscio saldou-se pela morte de oito civis, um elemento da segurança e seis atacantes, de acordo com a polícia somali.

Os atacantes do Al-Shebab mataram "oito civis que estavam no hotel e as forças de segurança conseguiram resgatar cerca de 60, e ninguém ficou ferido", segundo um porta-voz da polícia, que acrescentou que um membro das forças de segurança também foi morto, assim como os seis atacantes, cinco deles baleados e um que se fez explodir.

No domingo, vários atacantes armados invadiram um hotel nas proximidades do palácio presidencial na capital da Somália, num ataque reivindicado pelo grupo extremista Al-Shebab.

Entre as vítimas constam duas pessoas com dupla nacionalidade, somali e britânica, de acordo com a polícia somali.

No mesmo dia, o Al-Shebab anunciou através de uma estação de rádio que controla que os seus combatentes atacaram o hotel Villa Rossa, onde está instalado um restaurante popular entre os membros do Governo e das forças de segurança.

O ataque ocorreu dois dias depois de uma operação do exército somali, com o apoio das forças norte-americanas, no centro do país, na qual, pelo menos, uma centena de combatentes do Al-Shebab terá morrido, de acordo com as SSF, no quadro da "guerra total" contra os extremistas islâmicos declarada pelo Presidente somali, Hassan Shaykh Mohamud.

Os ataques terroristas são comuns em Mogadíscio e em outras partes do país do Corno de África.

Em outubro, pelo menos 120 pessoas foram mortas em dois atentados com carros armadilhados num cruzamento rodoviário em Mogadíscio, num ataque não reivindicado, mas atribuído ao Al-Shebab, que se opõe ao governo federal da Somália, apoiado por forças de manutenção da paz da União Africana.

Os Estados Unidos descreveram o Al-Shebab como uma das organizações mais mortíferas da rede terrorista Al-Qaida, contra o qual realizou dezenas de ataques aéreos nos últimos anos.

Leia Também: Ataque do Al-Shebab a hotel em Mogadíscio termina com 15 mortos

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