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UE condena "tentativa de golpe" em São Tomé. Pede respeito pelos direitos

A União Europeia (UE) condenou hoje a recente "tentativa de golpe de Estado" em São Tomé e Príncipe e espera que as autoridades do país responsabilizem os responsáveis "em conformidade com os direitos humanos".

UE condena "tentativa de golpe" em São Tomé. Pede respeito pelos direitos

Num comunicado hoje divulgado pelo Serviço de Ação Externa dos 27 Estados-membros, a UE "condena firmemente a tentativa de golpe de Estado de 24 e 25 de novembro em São Tomé e Príncipe, apenas dez dias após a posse de um novo Governo legítimo".

A UE salienta ainda estar confiante que as autoridades são-tomenses "esclarecerão os factos e responsabilizarão os responsáveis, em conformidade com os direitos humanos e os valores e normas democráticas que a UE e São Tomé e Príncipe partilham".

O Serviço de Ação Externa, liderado pelo chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, está em contacto com as autoridades do país e a monitorizar a situação, apelando ao empenho de todos os responsáveis políticos e sociais na manutenção da paz e estabilidade.

Na madrugada de dia 25, quatro homens atacaram o quartel das Forças Armadas, na capital são-tomense, num assalto que se prolongou por quase seis horas, com intensas trocas de tiros e explosões, e em que fizeram refém o oficial de dia, que ficou ferido com gravidade devido a agressões.

O ataque foi neutralizado pelas 06:00 locais (mesma hora em Lisboa) desta sexta-feira, com a detenção dos quatro assaltantes e de alguns militares suspeitos de envolvimento na ação. Foram também detidos pelos militares o ex-presidente da Assembleia Nacional Delfim Neves (que concluiu o mandato no início deste mês) e Arlécio Costa, antigo oficial do 'batalhão Búfalo' que foi condenado em 2009 por uma tentativa de golpe de Estado, alegadamente identificados pelos atacantes como mandantes.

Três dos quatro atacantes e Arlécio Costa morreram na sexta-feira e imagens dos homens com marcas de agressão, ensanguentados e com as mãos amarradas atrás das costas, ainda com vida e também já na morgue, foram amplamente divulgadas nas redes sociais.

Leia Também: Governo português envia peritos para ajudar São Tomé e Príncipe

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