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Bielorrússia abre processo criminal contra quatro membros da ONG Viasna

A Procuradoria-Geral da República da Bielorrússia abriu um processo criminal contra quatro representantes da organização não-governamental (ONG) Viasna, incluindo o fundador Ales Beliatski, laureado com o Prémio Nobel da Paz, foi hoje divulgado.

Bielorrússia abre processo criminal contra quatro membros da ONG Viasna

Segundo o gabinete do procurador-geral da Bielorrússia, foi apresentado "aos tribunais um processo criminal contra os representantes do centro de direitos humanos não registado Viasna (Primavera, em português) Ales Beliatski, Valentin Stefanóvich, Vladimir Labkóvich e Dmitri Solovyov" por receção de dinheiro do exterior e pela organização de manifestações ilegais contra o Governo.

A justiça bielorrussa acusou os quatro defensores dos direitos humanos de receber entre 04 de abril de 2016 e 14 de julho de 2021 mais de 201.000 euros e 54.000 dólares (cerca de 52.000 dólares) e transferi-los para a Bielorrússia sem declará-los.

Em particular, a Procuradoria-Geral destacou que os representantes do Viasna "premeditadamente prepararam os cidadãos para participar em ações em massa que violaram gravemente a ordem pública, além de financiar essas ações sob o manto de ações de defesa dos direitos humanos ou de caridade" entre maio de 2020 e julho 2021.

Segundo o Ministério Público, os suspeitos pagaram as multas das pessoas sancionadas nos protestos e acusadas de atentados à ordem pública, bem como a despesa dos advogados que os defenderam.

Segundo as autoridades bielorrussas, os arguidos utilizaram para os seus fins os recursos da Internet do centro Viasna nas redes sociais e serviços de mensagens.

A crise política na Bielorrússia eclodiu após as eleições presidenciais de agosto de 2020, nas quais o Presidente Alexandr Lukashenko, que lidera o país há mais de um quarto de século, foi declarado vencedor, com mais de 80% dos votos.

A oposição bielorrussa e o Ocidente consideraram que este processo eleitoral foi fraudulento.

Milhares de pessoas saíram às ruas do país para protestar, protestos que foram violentamente reprimidos pelas autoridades bielorrussas, que também proibiram todos os partidos e organizações da oposição.

Preso desde julho de 2021, Beliatski, 60 anos, tem sido o rosto da defesa dos direitos humanos na Bielorrússia.

Em 1996, fundou a ONG Viasna durante ações de protesto em massa contra o regime do Presidente Alexander Lukashenko, no poder desde 1994.

Além de Ales Beliatski, o prémio foi atribuído às ONG russa Memorial e ucraniana Centro de Liberdades Civis.

Leia Também: Nobel da Paz bielorrusso arrisca até 12 anos de prisão por "contrabando"

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