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Pontos de invencibilidade? Autarca de Kyiv rejeita "batalhas políticas"

O antigo pugilista informou ainda que "a cidade receberá em breve 12 caldeiras modulares móveis, encomendadas especificamente para os pontos de aquecimento".

Pontos de invencibilidade? Autarca de Kyiv rejeita "batalhas políticas"

Face à acusações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que denunciou as “muitas queixas” recebidas pela gestão dos pontos de invencibilidade em Kyiv, o autarca da região, Vitaliy Klitschko, ‘contra-atacou', no domingo, assegurando que foram estabelecidos mais de 400 pontos de aquecimento e que outros 100 estão ‘a caminho’.

Já disse, mas vou repetir: mais de 430 pontos de aquecimento estão instalados e a funcionar em Kyiv. Estamos a preparar-nos para estabelecer rapidamente mais de 100 pontos em caso de emergência”, esclareceu, na sua página da rede social Telegram.

O autarca foi mais longe, apontando que “a cidade forneceu mais de 400 geradores para operar estes pontos” e “outros 100 geradores foram fornecidos por voluntários e organizações de caridade”. O antigo pugilista informou ainda que “a cidade receberá em breve 12 caldeiras modulares móveis, encomendadas especificamente para os pontos de aquecimento”.

Nessa linha, Klitschko salientou que não quer, “principalmente na situação atual, entrar em batalhas políticas”.

“É ridículo”, disse, complementando que “não há necessidade de manipular”.

O responsável apontou ainda que as acusações do presidente ucraniano são “estranhas”, uma vez que, quando foi verificar o funcionamento das estruturas, encontrou-se com “deputados populares do partido no poder”, que lhe contaram, em privado, “que todos os pontos por onde passaram estão abertos e a funcionar”.

Parece feio, para dizer o mínimo. Tanto para os ucranianos, como para os nossos parceiros estrangeiros”, acusou, acrescentando que “agora, quando todos devem trabalhar juntos, começam algumas danças políticas”.

Em Kyiv, estamos a fazer tudo o que podemos para manter a vida da capital, e o conforto dos seus moradores. Em condições difíceis”, rematou.

Recorde-se que Zelensky apontou o dedo à administração da capital ucraniana, na sexta-feira, pedindo mais seriedade.

“Os residentes de Kyiv precisam de mais proteção”, disse, indicando que, até sexta-feira, mais de 600 mil subscritores estavam desconectados da rede elétrica, e muitos não tinham eletricidade há mais de 20 ou 30 horas.

Espero um trabalho de qualidade por parte do gabinete do presidente da Câmara. Ninguém perdoará ninguém por profanar os pontos de invencibilidade de Kyiv. Por favor, sejam mais sérios”, reforçou.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva russa na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A entidade confirmou ainda que já morreram 6.595 civis desde o início da guerra e 10.189 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Zelensky denuncia "muitas queixas" nos pontos de invencibilidade de Kyiv

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