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"Hoje estamos a fazer de tudo para travar a nova política genocida"

O chefe de Estado da Ucrânia assinalou o Holodomor, durante o seu discurso diário.

O presidente da Ucrânia assinalou, este sábado, o Dia da Memória das Vítimas da Fome e das Repressões Políticas, que é lembrado no 4.º sábado de cada mês de novembro.

"Os ucranianos ultrapassaram um genocídio. E hoje estamos a fazer de tudo para parar a nova política genocida", afirmou durante o seu discurso diário. 

Volodymyr Zelensky referiu também que apesar de ser uma política diferente, era semelhante àquela que aconteceu quando Josef Stalin estava no poder, e que matou 3,5 milhões de ucranianos.

"Passo a passo, estamos a criar um sistema que irá travar a agressão, desmanchar as suas consequências e garantir a segurança a longo prazo - a segurança da Ucrânia, da Europa e do mundo", afirmou o responsável.

Durante a sua intervenção, Zelensky referiu-se ainda à segurança alimentar, dado que hoje também decorreu uma cimeira, em Kyiv, onde o tema era o mote.

"A segurança alimentar é uma dos elementos principais para a estabilidade global. A Ucrânia tem um papel evidente aqui. Graças à iniciativa de exportações, estamos a enviar 12 milhões de toneladas de comida para o mercado. 40 países no mundo. Mais de 2,5 milhões de toneladas são enviadas para países que não estão apenas com falta de aluimentos, mas em crise", explicou.

Já durante o encontro, Zelenksy se tinha referido a estes países. "Planeamos enviar, pelo menos, 60 navios dos portos ucranianos para países que enfrentam um maior risco de fome e seca", referiu, citado pela Reuters.

De acordo com o responsável, mais de 20 países e a União Europeia angariaram cerca de 150 milhões de dólares - cerca de 144 milhões de euros - para exportar cereais para a Etiópia, Sudão, Sudão do Sul, Somália e Iémen.

No encontro estiveram os primeiros-ministros da Bélgica, Polónia e Lituânia, os presidentes da Hungria, Alemanha e França. A comissão Europeia interveio a partir de discursos transmitidos em vídeo.

Zelensky referiu ainda que hoje tinha sido um dia "diplomático ocupado", e, em relação ao fornecimento de energia, garantiu que os engenheiros continuavam a trabalhar na restauração dos sistemas para que existisse eletricidade. "Infelizmente, ainda não temos a suficiente para deixar o fornecimento totalmente estável", confessou, relembrado a importância de racionar o uso de energia para evitar apagões.

A Rússia lançou uma ofensiva militar na Ucrânia a 24 de fevereiro, que ainda perdura, e que foi condenada pela comunidade internacional que respondeu, com destaque para a UE e Estados Unidos, com ajuda militar, humanitária e económica a Kiev e a imposição de sanções económicos e políticas sem precedentes a Moscovo.

Leia Também: Ucrânia troca prisioneiros com a Rússia pela terceira vez numa semana

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