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Blé Goudé, 'homem forte' de ex-PR da Costa do Marfim, regressa a Abidjan

O antigo 'homem forte' do regime do ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo, Charles Blé Goudé, chegou hoje à Costa do Marfim, com fortes medidas de segurança, depois de ter sido absolvido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

Blé Goudé, 'homem forte' de ex-PR da Costa do Marfim, regressa a Abidjan

De acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), Charles Blé Goudé chegou ao aeroporto de Abidjan usando fato e gravata, saindo de um voo comercial proveniente de Acra, no Gana, perante fortes medidas de segurança e seguindo rapidamente numa viatura para o bairro de Yopougon, em Abidjan.

À chegada, foi saudado por algumas dezenas de pessoas, incluindo a antiga primeira-dama Simone Gbagbo, antes de ir participar "numa festa, não numa reunião política", vincaram os seus assessores.

A AFP dá ainda conta de um grande aparato de segurança no aeroporto, com a polícia a perseguir os jornalistas que se encontravam no local e a conferência de imprensa agendada a ser desmarcada.

Desde que foi absolvido da acusação de crimes contra a Humanidade, em 31 de março do ano passado e na mesma data que Laurent Gbagbo, Charles Blé Goudé ainda não tinha regressado à Costa do Marfim, por falta de passaporte.

Em meados de julho, foi recebido na embaixada da Costa do Marfim em Haia para iniciar o processo de obtenção daquele documento.

Em novembro do ano passado, o porta-voz do governo da Costa do Marfim pediu "paciência" aos apoiantes de Blé Goudé, explicando que os atos da administração pública podem por vezes ser "lentos".

Detido em 2013 no Gana, Blé Goudé - apelidado de "o general da rua" pela sua capacidade de mobilizar multidões e especialmente os jovens - foi transferido para o TPI em Haia em 2014.

Os que se lhe opõem e algumas organizações não-governamentais internacionais consideram-no um dos que mais contribuiu para a violência durante a crise pós-eleitoral de 2010-2011, aquando da recusa de Laurent Gbagbo em reconhecer a derrota contra Alassane Ouattara, nas eleições presidenciais e que conduziu a confrontos que provocaram cerca de 3.000 mortos.

Tal como Laurent Gbagbo, Blé Goudé foi condenado à revelia na Costa do Marfim a 20 anos de prisão por factos relacionados com a crise pós-eleições.

Embora o governo costa-marfinense tenha deixado entender que a sentença contra Gbagbo seria retirada, nunca se referiu sobre a de Charles Blé Goudé.

Leia Também: Julgamento do ataque terrorista na Costa do Marfim começa 30 de novembro

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