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Rússia rejeita doutrina de classificação de "estado terrorista"

A diplomacia russa disse hoje que rejeita a doutrina de declarar certos países como "estados terroristas", que considerou uma justificação para intromissão em assuntos internos por parte de "alguns estados sem escrúpulos".

Rússia rejeita doutrina de classificação de "estado terrorista"

"A Rússia sempre defendeu e defende consistentemente a linha de rejeição da doutrina do 'terrorismo de Estado' usada periodicamente por alguns estados sem escrúpulos para justificar a interferência nos assuntos que são da competência de outros estados", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Oleg Siromólotov, em comunicado.

Siromólotov condenou o facto de a Rússia ter esta semana sido considerada um país promotor do terrorismo pelo Parlamento Europeu, que alegou os "ataques deliberados e as atrocidades cometidas contra a população ucraniana".

Para a diplomacia russa, a decisão do Parlamento Europeu foi uma resposta positiva a uma ambição do Ocidente, apoiada pela Ucrânia, que a tenta impor há vários anos.

A resolução aprovada em Estrasburgo "faz parte da campanha política e informativa levada a cabo pelo Ocidente contra o nosso país e não tem nada a ver com a situação real da luta contra o terrorismo internacional", disse o vice-ministro russo.

"A Rússia sempre se mostrou um participante responsável na luta contra o terrorismo", argumentou Siromólotov.

Para o diplomata russo, "se alguns países ou se o Parlamento Europeu quiserem procurar os verdadeiros terroristas, pedimos-lhes que observem mais de perto o que aconteceu recentemente nos mares Báltico e Negro, em vez de participarem no desfile de resoluções".

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia alegou ainda que Moscovo tem apelado repetidamente à comunidade internacional para unir forças nesse sentido, enquanto, na década de 1990, o Ocidente apoiou os terroristas que operavam no norte do Cáucaso, oferecendo-lhes apoio, com armas e munições.

No entanto, Siromólotov rejeitou a possibilidade de a Rússia avaliar os "países hostis" com o mesmo padrão, declarando-os "estados terroristas", já que isso seria uma "medida pseudosimétrica e juridicamente defeituosa".

Tal "significaria que estaríamos a fugir das rédeas dos nossos opositores, copiando impensadamente as terminologias que se criticam", adiantou.

Leia Também: NATO insta governos e parlamentos a declararem Rússia "estado terrorista"

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