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Kyiv. Pais procuram luz em lojas e gasolineiras para filhos sobreviverem

Também os bombardeamentos fizeram com que alguns utentes - entre os quais crianças a receberem tratamento e pacientes psiquiátricos - fossem retirados de hospitais em Kherson e deslocados para Mykolaiv.

Kyiv. Pais procuram luz em lojas e gasolineiras para filhos sobreviverem

Nove meses depois de as tropas russas invadirem a Ucrânia e de o mundo ter assistido ao êxodo do país de leste, a vida começa a voltar ao país - assim como as pessoas.

Os territórios, muitos recuperados pelos militares ucranianos, não são pisados apenas pelo exército, mas sim pelos residentes, que se têm vindo a 'adaptar' e, mesmo com falta de eletricidade ou água, não querem deixar o país quando têm oportunidade.

De acordo com o diretor-executivo da Ukrenergo, operadora do sistema de transmissão de eletricidade na Ucrânia, deverá ser possível reestabelecer o serviço normal "num ou dois dias", e, entretanto, surgem relatos e imagens que mostram como os residentes têm passado.

É o caso de uma criança que foi fotografada numa gasolineira e cuja imagem está a percorrer as redes sociais. "Esta criança teve que ir a um posto de combustível para que o seu inalador funcionasse. Isto é tão doloroso como uma cirurgia ao coração durante um apagão. A vida continua, mas os mais vulneráveis são aqueles que estão em maior risco", escreveu a deputada ucraniana Lesia Vasylenko numa publicação partilhada no Twitter.

Face a um país que está 60% às escuras, segundo o que diz Zelensky, os pais tem que arranjar soluções para as necessidades das crianças, que podem ir desde o uso de um inalador, à confeção de comida.

Tal como a fotografia da criança acima, também foi partilhado nas redes sociais um vídeo de um homem a preparar comida com uma varinha. "As realidades dos pais de Kyiv: agora os pais vêm até uma loja para preparar comida para os mais novos", lê-se na descrição de uma página que partilha notícias no Twitter, cujos responsáveis explicam que no local há um gerador.

Mas não é só na capital ucraniana que há crianças e população que necessita de mais cuidados que estão a ser afetados pelos militares russos. Mesmo em Kherson, a questão vai mais além que a falta de luz, com os vários bombardeamentos que têm caído nas últimas horas.

Já esta sexta-feira, o chefe da administração militar de Kherson disse que há pacientes que estão a ser deslocados para Mykolaiv, devido aos ataques russos, que só ontem foram 17.

"As crianças a receber tratamento no hospital regional de Kherson estão a ser transportada para Mykolaiv. Lá, vão continuar a receber os tratamentos necessários", escreveu Yaroslav Yanushevych numa mensagem partilhada no Telegram, e citada pela Sky News.

O mesmo responsável disse que também os doentes que estavam a receber tratamento nas unidades psiquiátricas estão a ser retirados da cidade.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: ONU. Imagens de execuções de soldados russos são "autênticas"

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