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Primeiro mês de Sunak consolida-o, mas Conservadores estão em queda livre

Os britânicos começam a ultrapassar a instabilidade em Downing Street, mas, fora da residência oficial do primeiro-ministro, o partido no governo continua a cair nas sondagens e a abrir as portas à esquerda.

Primeiro mês de Sunak consolida-o, mas Conservadores estão em queda livre
Notícias ao Minuto

08:53 - 25/11/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Reino Unido

Depois de uma chegada ao poder tumultuosa, em que uma vasta maioria do eleitorado pedia eleições antecipadas perante a grande instabilidade no governo britânico, o primeiro-ministro Rishi Sunak está cada vez mais confortável no lugar, apesar da queda a pique do seu partido.

Segundo uma sondagem da Ipsos, divulgada na segunda-feira e realizada entre os dias 9 e 16 de novembro, cerca de 47% dos inquiridos britânicos respondeu que gostava de ver Sunak como primeiro-ministro, e 42% considerou que o mais jovem líder de governo em mais de 200 anos tem o que é preciso para liderar o Reino Unido.

A favorabilidade em torno de Sunak ultrapassa confortavelmente os números atingidos por Boris Jonhson, que foi o primeiro-ministro até setembro deste ano. Segundo a Ipsos, apenas 27% dos inquiridos em junho de 2022 admitiu gostar de Johnson como primeiro-ministro.

De recordar que Rishi Sunak tornou-se primeiro-ministro a 25 de outubro, depois de uma série de escândalos terem levado à demissão de Boris Johnson em junho, e após a sua antecessora, Liz Truss, ter protagonizado o mais curto mandato da história de Downing Street, com uma abordagem à crise energética que causou enormes estragos à economia britânica. Truss chegou ao poder depois de ultrapassar Sunak nas eleições dentro do Partido Conservador e, quando abandonou o cargo após apenas 45 dias, Sunak angariou com relativa facilidade o apoio dos deputados do partido.

O atual primeiro-ministro britânico tem ainda mais dois motivos para ficar contente. Não só a percentagem de confiança é superior aos eleitores que não gostam dele (41%), como a maioria prefere-o a Keir Starmer, líder do principal partido da oposição, o Partido Trabalhista, que recolhe apenas 39% das preferências dos respondentes.

No entanto, se é verdade que o novo chefe de governo é cada vez mais favorecido pelos eleitores, o mesmo não pode ser dito dos 'Tories'. O Partido Conservador, no poder há 12 anos, tem sido responsabilizado pela queda da economia britânica, muito impactada pelo Brexit, que uma grande maioria dos conservadores defenderam. A sondagem da Ipsos revela que apenas um em cada quatro eleitores (26%) gosta do Partido Conservador, o que simboliza a pior percentagem desde junho de 2007.

Aliás, o grau de insatisfação em relação aos conservadores é tão grande que, apesar de Starmer não ser o político mais querido dos britânicos, o seu partido, os Trabalhistas, é o favorito de quase metade dos inquiridos (49%), o melhor resultado desde 2019.

Esta sondagem deverá deixar satisfeitos os trabalhistas, que continuam a criticar o processo de chegada ao poder dos últimos dois primeiros-ministros. Em vez de serem convocadas eleições antecipadas, o Partido Conservador escolheu internamente o líder do Reino Unido, já que detém uma maioria absoluta e precisou apenas de eleições primárias para eleger o primeiro-ministro.

Leia Também: Nega de Supremo à Escócia? "Decisão clara e definitiva", diz Sunak

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