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Biden volta a defender restrições a armas após novos tiroteios nos EUA

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a defender hoje a sua proposta que proíbe a venda de armas de assalto aos cidadãos, debate reativado após os recentes tiroteios nos estados da Virgínia e Colorado.

Biden volta a defender restrições a armas após novos tiroteios nos EUA
Notícias ao Minuto

23:40 - 24/11/22 por Lusa

Mundo EUA

"A ideia de que ainda permitimos a compra de armas semiautomáticas é doentia", denunciou Biden durante uma visita a Nantucket, no Estado de Massachusetts, citado pela estação ABC.

O chefe de Estado norte-americano destacou que a proibição da venda deste tipo de armas não tem "nenhuma razão lógica" contra, defendendo que se ainda não foi aplicada é devido "aos lucros dos fabricantes de armas".

Embora Biden esteja convencido da necessidade de interromper estas vendas de armas de assalto, a realidade política é bem diferente, principalmente depois dos republicanos terem assumido o controlo da Câmara dos Representantes desde as recentes eleições intercalares.

Assim, torna-se mais improvável que o Congresso dos Estados Unidos dê 'luz verde' à reforma proposta por Biden.

"Vou tentar. Vou tentar acabar com as armas de assalto", insistiu o democrata.

A administração liderada por Joe Biden tem pressionado por "medidas históricas" para conter os tiroteios, incluindo a primeira lei de controlo de armas em quase 30 anos.

Os estados de Virgínia e Colorado foram recentemente palco de novos tiroteios que resultaram na morte de cerca de uma dezena de pessoas e que mais uma vez intensificaram o debate sobre as armas.

Os Estados Unidos são um cenário regular de assassínios em massa e outros tipos de violência armada. De acordo com o portal Gun Violence Archive, mais de 600 tiroteios em massa [com pelo menos quatro pessoas mortas ou feridas] ocorreram desde o início do ano.

Uma sondagem divulgada esta semana refere que o apoio nos Estados Unidos a leis mais rígidas sobre armas de fogo caiu de 66 por cento em junho passado para 57% em outubro.

O apoio público a uma promulgação de mais leis que restrinjam a posse e o porte de armas de fogo havia aumentado na primavera após os tiroteios numa escola de Uvalde, no Texas, e num supermercado em Buffalo, Nova Iorque, de acordo com a sondagem.

O direito dos cidadãos de possuir armas está reconhecido na Segunda Emenda da Constituição norte-americana, mas cada um dos 50 estados tem leis que regulam a posse e o porte de armas de fogo de maneiras diferentes.

A Gallup indicou que o sentimento público sobre essas leis permanece acima do apoio de 52% registado em outubro do ano passado e está alinhado com os resultados de 2020.

Segundo o 'Small Arms Survey', um projeto do Instituto de Estudos Internacionais de Genebra, na Suíça, existem mais de 393 milhões de armas de fogo nas mãos de civis no país.

Leia Também: Tiroteio em supermercado na Virgínia. Menor entre as vítimas mortais

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