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Espanha vai colocar "agenda euro-mediterrânica" na Presidência da UE

Espanha vai colocar a "agenda euro-mediterrânica" no centro da presidência da União Europeia, que assumirá no segundo semestre de 2023, e propôs uma cimeira com os países vizinhos do sul, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol.

Espanha vai colocar "agenda euro-mediterrânica" na Presidência da UE
Notícias ao Minuto

15:35 - 24/11/22 por Lusa

Mundo UE

José Manuel Albares afirmou que a região euro-mediterrânica deve ser "um espaço de estabilidade, segurança e prosperidade" e que o ataque da Rússia à Ucrânia, em fevereiro, colocou novos desafios, com está a acontecer, por exemplo, a nível da segurança alimentar e da energia.

O ministro espanhol falava em Barcelona na conferência de imprensa final do 7.º Fórum Regional da União para Mediterrâneo, uma organização intergovernamental que junta a União Europeia (UE), os seus 27 estados-membros e mais 16 países mediterrânicos do Norte de África e do Médio Oriente, criada em 2008 e herdeira da Conferência Euro-mediterrânica, fundada em 2015, conhecida como "processo de Barcelona".

Albares lembrou que "o processo de Barcelona deve garantir cooperação regional para enfrentar estes desafios" como o das "consequências económicas e sociais" da guerra na Ucrânia e disse que propôs hoje ao Fórum Regional da União para o Mediterrâneo (UpM) a realização de uma cimeira UE e vizinhos do Sul durante a presidência europeia espanhola.

Com esta cimeira, Espanha quer atestar o foco e a importância que o governo espanhol coloca na região euro-mediterrânica e no seu desenvolvimento como uma zona de estabilidade e de segurança, acrescentou.

Na abertura hoje dos trabalhos do Fórum Regional da União para o Mediterrâneo, o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, disse ser preciso "fazer mais" para diminuir as diferenças entre as duas margens do Mediterrâneo, "uma das fronteiras mais desiguais" em todo o mundo.

Borrell destacou que a UpM existe desde 2008 e o Fórum Regional da organização tem já sete anos, mas as diferenças entre as duas margens do Mediterrâneo não estão a diminuir, pelo contrário, como acontece a nível económico.

O chefe da diplomacia europeia defendeu, por isso, "mais impacto no terreno" da ação da UpM, lembrando compromissos assumidos dentro da organização, já quase com uma década, que nunca avançaram.

Borrell, como fez também Albares na conferência de imprensa, chamou a atenção para o caso da juventude, sublinhando que "a região do Mediterrâneo tem uma das populações mais jovens do mundo", essencialmente, na margem sul, com metade das pessoas que vive no norte de África e no Médio Oriente a terem menos de 24 anos.

No entanto, no sul do Mediterrâneo há poucas oportunidades de emprego e baixa formação entre a população ativa mais jovem, acrescentou.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, que copreside com Borrel à UpM, afirmou na abertura do encontro afirmou também que "as crises nas duas margens" do Mediterrâneo têm aumentado, com "desafios crescentes por todo o lado", e pediu que se ataque "a raiz" de crises como a imigração ilegal, alterações climáticas, refugiados ou "fundamentalismos e extremismos".

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