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UE denuncia vaga de ataques russos contra infraestruturas energéticas

O Alto Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell, denunciou esta quarta-feira a vaga de ataques russos contra infraestruturas ucranianas que provocaram um "apagão massivo" na vizinha Moldova.

UE denuncia vaga de ataques russos contra infraestruturas energéticas

"Condenação firme dos renovados ataques criminais da Rússia contra civis e infraestruturas na Ucrânia. Apagões massivos, também na Moldova", criticou o chefe da diplomacia europeia numa mensagem publicada nas redes sociais.

O representante europeu definiu de "cruel e desumano" deixar milhões de pessoas sem água, eletricidade ou aquecimento durante o inverno e afirmou que face às ações russas, a UE manterá o seu apoio à Ucrânia e à Moldova, este último considerado como o país mais pobre da Europa.

Em junho passado, juntamente com a Ucrânia, a Moldova tornou-se candidata à adesão à UE.

A Moldova registou esta quarta-feira um "apagão massivo" na sequência de uma nova vaga de ataques efetuados pelas forças russas sobre a vizinha Ucrânia e que voltaram a atingir infraestruturas energéticas, indicou o Governo moldavo.

O vice-primeiro-ministro Andrei Spinu, responsável pelas infraestruturas desta pequena ex-república soviética, afirmou que a empresa que gere a rede "está a trabalhar para que mais de 50% do país volte a ser ligado à eletricidade".

Segundo os 'media' locais, entre as cidades mais afetadas pelos apagões inclui-se a capital Chisinau.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus --, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -- foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Ucrânia. 30 civis entre mortos e feridos e milhões sem luz e aquecimento

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