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Ayuso diz que protesto de 200 mil em Madrid foi um "falhanço"

A líder conservadora da região acusou a esquerda de politizar a manifestação.

Ayuso diz que protesto de 200 mil em Madrid foi um "falhanço"
Notícias ao Minuto

17:09 - 14/11/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Madrid

A líder do governo regional de Madrid, a conservadora Isabel Díaz Ayuso, desvalorizou esta segunda-feira o protesto contra as suas medidas para a saúde, que se realizou no domingo. O protesto juntou mais de 200 mil pessoas, mas Ayuso considerou-o um "fracasso".

No domingo, centenas de milhares de pessoas protestaram contra as políticas do governo regional, acusando a liderança de Ayuso de atacar os cuidados primários do serviço público de saúde. Embora o número oficial de manifestantes seja de 200 mil, as organizações apontam para cerca de 650 mil.

O protesto contou com a presença de milhares de médicos, que exigem mais recursos e mais contratações, para melhorar um sistema gravemente atingido pela pandemia. Na Assembleia de Madrid, Ayuso foi criticada pela forma como tem gerido as urgências.

Apesar da dimensão do protesto, Ayuso disse que "a demonstração não foi feita em defesa da saúde pública", acusando os partidos mais à esquerda de procurar uma crise política. A líder madrilena, que está a ascender no PP depois de chegar ao governo da capital, deu um discurso tipicamente "excêntrico", segundo o The Guardian, no qual refletiu sobre a queda do muro de Berlim e o grupo terrorista basco ETA.

Isabel Díaz Ayuso acusou ainda os críticos das suas medidas de serem hipócritas, porque muitos preferem os serviços privados.

"Em vez de procurar soluções através de um acordo e negociações, em vez de procurar um acordo nacional para resolver a falta de médicos, a esquerda escolheu politizar as dificuldades", disse. Um porta-voz da líder regional acrescentou que o protesto foi "um falhanço sonoro", porque "99% das pessoas da região o apoiaram".

Em resposta, as associações de médicos criticaram Ayuso por estar a ignorar a realidade. "Eu vi negacionistas da pandemia e do vírus, mas não estava à espera de ver negacionistas da demonstração de ontem", respondeu Ángela Hernández, da associação médica AMYTS de Madrid, ao The Guardian.

Leia Também: Milhares nas ruas de Madrid em defesa do serviço público de saúde

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