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Trump testemunhou num caso de difamação lançado por antiga jornalista

Donald Trump testemunhou quarta-feira num caso de difamação lançado em 2019 por uma antiga jornalista, E. Jean Carroll, que acusa o ex-presidente dos EUA de a ter violado nos anos 1990.

Trump testemunhou num caso de difamação lançado por antiga jornalista
Notícias ao Minuto

07:31 - 20/10/22 por Lusa

Mundo Violação

No dia 12, um juiz do tribunal federal de Manhattan negou um pedido de Trump para adiar ainda mais o seu testemunho no tribunal dos EUA, uma vez que o antigo chefe de estado tem constantemente contestado o processo ao longo de três anos.

Na quarta-feira passada, o juiz de Nova Iorque Lewis Kaplan decidiu que os depoimentos de E. Jean Carroll, de 78 anos, e de Donald Trump, 76 anos, deveriam realizar-se no dia 14 e esta quarta-feira, respetivamente.

"Estamos satisfeitos por, em nome da nossa cliente E. Jean Carroll pudemos receber esta quarta-feira o depoimento de Donald Trump", disse o escritório de advogados Kaplan Hecker e Fink, que representa E. Jean Carroll, sem adiantar mais pormenores, numa mensagem de correio eletrónico trocada com a Agência France Presse (AFP).

De acordo com o New York Times, o depoimento do ex-presidente - que pode ser feito através de uma troca de vídeos entre advogados e o poder judicial de Nova Iorque -- foi prestado a partir da sua residência em Mar-a-Lago, Florida.

Não se sabe se E. Jean Carroll testemunhou na sexta-feira passada.

Neste processo por difamação, E. Jean Carroll, antiga colunista da revista Elle, tinha processado Donald Trump no tribunal civil em Novembro de 2019 em Nova Iorque.

A antiga colunista acusou Donald Trump de a difamar ao classificar, em junho de 2019, de "completa mentira" a acusação de que a tinha violado num gabinete de prova de um grande armazém nova-iorquino nos meados dos anos 1990.

O então presidente republicano (2017-2021) tinha afirmado que nunca a tinha conhecido e que ela não era "o seu tipo de mulher".

O processo por difamação foi atrasado por batalhas processuais, incluindo se Donald Trump deveria ser representado pelo governo dos EUA, uma vez que era presidente dos EUA na altura das acusações.

Os advogados do ex-presidente, que não responderam aos pedidos da AFP, alegaram sempre que o seu cliente estava protegido pela imunidade, particularmente por declarações difamatórias que alegadamente fez durante o seu mandato.

Mas como o website Vice News referiu na terça-feira, o milionário fez uma nova reclamação a 12 de outubro na sua rede social Truth Social, zombando das acusações de violação de E. Jean Carroll.

Assim, de acordo com peritos jurídicos citados pela Vice News, a queixosa poderia argumentar que Trump, desta vez como cidadão, a difamou novamente.

E no despacho proferido a 12 de outubro, o Juiz Kaplan disse que Carroll poderia pedir uma indemnização a Trump pela alegada violação, uma vez que uma lei do estado de Nova Iorque que permite a instauração de ações civis sem consideração de limitações entra em vigor a 24 de Novembro.

Leia Também: Conversas de Trump com jornalista Bob Woodward publicadas em audiolivro

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