Polícia de Teerão vai investigar agente acusado de assédio

A polícia de Teerão anunciou hoje a intenção de investigar um agente acusado de assédio durante a detenção de uma mulher que protestava contra a morte da jovem curda iraniana Mahsa Amini.

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Lusa
14/10/2022 19:36 ‧ 14/10/2022 por Lusa

Mundo

Irão

O Irão é, desde 16 de setembro, abalado por manifestações de rua desencadeadas pela morte da jovem de 22 anos Mahsa Amini, violentamente espancada e detida na capital a 13 de setembro pela "polícia da moral", por ter, segundo esta, infringido o rígido código de indumentária da República Islâmica para as mulheres, ao deixar à vista parte do cabelo, embora envergasse o obrigatório 'hijab' (véu islâmico).

A jovem foi hospitalizada em coma e morreria três dias depois.

Dezenas de pessoas foram mortas em quase um mês de protestos, sobretudo manifestantes, mas também elementos das forças de segurança, e centenas de outras foram detidas, de acordo com as autoridades iranianas.

Um vídeo divulgado por canais televisivos em persa com sede no estrangeiro e partilhado nas redes sociais mostra pelo menos dois membros da polícia de choque iraniana a deter uma manifestante e a empurrá-la para uma mota das forças de segurança.

Um dos agentes parece estar a tocar na mulher antes de esta cair no chão. O clipe mostra, em seguida, a manifestante a levantar-se e a abandonar o local.

Não foi possível verificar de forma independente a origem do vídeo, nem a data e o local do incidente, mas, segundo a polícia de Teerão, ocorreu no centro da capital.

Num comunicado divulgado pela agência oficial Irna, a polícia afirmou que o agente que surge nas imagens estava a tentar deter "uma mulher que fazia parte dos instigadores dos distúrbios na praça Argentina".

"Foi emitido um despacho especial para tratar deste assunto", acrescenta-se no texto.

As forças da ordem consideram o vídeo parte de uma "guerra psicológica destinada a perturbar a opinião pública", desencadeada por "órgãos de comunicação social hostis" à República Islâmica.

Na nota, afirmam ainda "não aprovar, em caso algum, comportamentos contrários às normas", concluindo que cada "violação" será devidamente analisada.

Leia Também: Irão. Ativistas apelam à realização de manifestações em massa no sábado

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