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Adiadas negociações de paz no conflito na província etíope de Tigray

As negociações de paz patrocinadas pela União Africana para resolver o conflito de há dois anos na província etíope de Tigray, previstas para este fim de semana na África do Sul, foram adiadas por razões logísticas segundo fontes diplomáticas.

Adiadas negociações de paz no conflito na província etíope de Tigray

O governo federal da Etiópia aceitou na quarta-feira um convite do presidente da Comissão da União Africana para participar nas conversações na África do Sul, no que seria o encontro mais significativo até agora entre os lados combatentes: Governo e rebeldes da Frente Popular de Libertação de Tigray (TPLF, na sigla em inglês).

As autoridades de Tigray disseram estar prontas para enviar negociadores, mas exigiram clareza quanto à estrutura das negociações, tendo antes insistido na participação de autoridades internacionais como observadores.

Os rebeldes pretendem também garantias de segurança para as viagens.

As fontes diplomáticas, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a discutir o assunto publicamente, disseram que questões logísticas foram parcialmente as responsáveis pelo atraso.

Os diplomatas acrescentaram que o formato das negociações não foi acordado e nenhuma nova data apresentada.

A União Africana (UA) disse que as negociações devem ser lideradas pelo enviado especial da organização e ex-presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, apoiado pelo ex-presidente queniano, Uhuru Kenyatta, e Phumzile Mlambo-Ngcuka, ex-vice-presidente da África do Sul.

Mas numa carta de Kenyatta, a que a agência Associated Press teve acesso, o dirigente queniano informava que não poderia comparecer neste fim de semana devido a "conflitos de agenda", e pediu "mais clareza na estrutura e modalidades das conversas", incluindo as regras de compromisso para todos os oradores convidados: "Este esclarecimento ajudaria muito nos preparativos para o meu envolvimento e participação".

As autoridades sul-africanas não falaram publicamente das negociações nem responderam a questões colocadas sobre o assunto.

O conflito entre as forças de Tigray e o governo federal da Etiópia reativou-se no final de agosto, pondo fim a uma pausa nos combates desde março, que permitiu que milhares de camiões de ajuda entrassem naquela província do norte etíope, onde mais de cinco milhões de pessoas precisam de assistência humanitária.

Em consequência dos combates, a distribuição de ajuda humanitária foi interrompida.

Efetivos militares da vizinha Eritreia estão novamente profundamente envolvidas nos combates ao lado das forças governamentais etíopes, de acordo com testemunhas e recentes imagens de satélite.

Milhões de pessoas no norte da Etiópia, incluindo as províncias vizinhas de Amhara e Afar, foram forçadas a abandonar as suas casas e acredita-se que dezenas de milhares de pessoas tenham sido mortas desde o início do conflito em novembro de 2020.

Leia Também: Etiópia. Recém-nascidos estão a morrer 4 vezes mais que antes da guerra

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