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Rússia quer votação secreta da resolução da Assembleia-Geral da ONU

A Rússia pediu que seja secreta a votação de uma resolução apoiada pelo ocidente que procura condenar a "tentativa de anexação ilegal" de quatro regiões ucranianas e que exigiria que Moscovo revertesse imediatamente as suas ações.

Rússia quer votação secreta da resolução da Assembleia-Geral da ONU

Aparentemente, a Rússia espera obter um maior apoio por parte de alguns dos 193 Estados-membros da Assembleia-Geral se os votos não forem públicos, na votação que está agendada para a próxima semana.

Na semana passada, a Rússia vetou o que teria sido uma resolução juridicamente vinculativa do Conselho de Segurança, que condenava e classificava como ilegais os referendos de anexação de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, declarava-os inválidos e instava todos os países a não reconhecerem qualquer anexação do território ucraniano reivindicado por Moscovo.

Os Estados Unidos e a Albânia, que patrocinaram a resolução, prometeram levar a questão a todos os membros da ONU na Assembleia-Geral, onde não há vetos, mas onde as resoluções têm menos peso do que as do Conselho de Segurança.

"A menos que a comunidade internacional reaja, pode haver alegações de que ninguém presta atenção e isso seria uma carta branca para outros países fazerem o mesmo ou reconhecerem o que a Rússia fez", avaliou na quarta-feira o embaixador da União Europeia na ONU, Olof Skoog.

A Assembleia-Geral anunciou que a sua sessão especial de emergência sobre a Ucrânia será retomada na tarde de segunda-feira, quando o projeto de resolução será apresentado.

Diplomatas disseram esperar que os discursos dos Estados-membros continuem na terça-feira, com uma votação da resolução a decorrer, provavelmente, na quarta-feira.

As votações de resoluções neste órgão mundial são tradicionalmente públicas.

Contudo, o embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, disse, numa carta de seis páginas enviada a todos os outros embaixadores da ONU e obtida pela agência Associated Press, que o conselho jurídico da ONU confirmou que uma votação secreta pode ser usada "na tomada de decisões".

Além de exigir que a Rússia reverta a anexação de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, o projeto de resolução declararia que as ações de Moscovo violam a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e são "inconsistentes" com os princípios da Carta da ONU.

A resolução proposta diz que as anexações também "não têm validade sob o direito internacional e não formam a base para qualquer alternância do estatuto dessas regiões da Ucrânia".

O documento exige que a Rússia "retire imediata, completa e incondicionalmente todas as suas forças militares do território da Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas" de forma a permitir a resolução pacífica do conflito, através do "diálogo político, negociações, mediação e outros meios pacíficos".

O pedido da Rússia por uma votação secreta da resolução é o mais recente passo na escalada do confronto entre Moscovo e os Estados Unidos e seus aliados europeus sobre a invasão da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro.

O veto da Rússia no Conselho de Segurança na última sexta-feira ocorreu poucas horas após uma luxuosa cerimónia no Kremlin, onde o Presidente russo, Vladimir Putin, assinou os tratados para anexar as regiões ucranianas ocupadas pela Rússia, dizendo que agora faziam parte do seu país e seriam defendidas por Moscovo.

Embora o Conselho de Segurança tenha sido impedido de agir sobre a Ucrânia por causa do poder de veto da Rússia, a Assembleia-Geral já aprovou três resoluções desde o início da guerra.

Leia Também: AIEA sobre a central de Zaporíjia: "As instalações são da Ucrânia"

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