"Hoje tomamos uma decisão histórica. Devemos unir-nos em torno de Tokayev", disse o presidente do Amanat, Erlan Koshanov, durante o 24.º congresso do partido no poder, que aprovou por unanimidade a candidatura do atual presidente.
O líder do Amanat, partido anteriormente conhecido como Nur Otan, observou que as outras formações políticas do país também estão a promover a candidatura presidencial de Tokayev.
"Nós unimo-nos a esses grupos políticos e concordamos em criar uma coligação popular para apoiar Tokayev", acrescentou.
O presidente cazaque, eleito em junho de 2019 para um mandato de cinco anos, convocou eleições presidenciais antecipadas em 01 de setembro.
Numa mensagem à nação, Tokayev explicou a sua iniciativa pela necessidade de um "novo mandato de confiança pública" para realizar as reformas que o Cazaquistão precisa.
Após recentes emendas constitucionais, o mandato do chefe de Estado será estendido para sete anos sem possibilidade de reeleição.
A convocação das eleições presidenciais antecipadas ocorre sete meses após os violentos protestos que abalaram o país, alimentados pelo descontentamento social com a corrupção e a elite nacional, que era liderada pela família do antigo presidente Nursultan Nazarbayev e tinha grande influência e vastos interesses políticos.
Esses protestos, que eclodiram inicialmente devido ao aumento do preço do gás liquefeito, transformaram-se em tumultos que causaram 240 mortos e cerca de 4.600 feridos, e que foram reprimidos entre denúncias de tentativa de golpe.
Desde então, Tokayev conseguiu emergir como uma figura independente - muitos consideravam que Nazarbayev continuava a governar nas sombras -, retirando o seu antecessor e os seus parentes de importantes posições no âmbito económico e político.
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