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  • 26 NOVEMBRO 2022
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Chefe da AIEA em Kyiv e Moscovo para discutir segurança em Zaporíjia

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) anunciou hoje que o seu diretor-geral irá esta semana a Kyiv e depois a Moscovo, para discutir a instalação de uma zona de segurança em torno da central nuclear ucraniana de Zaporíjia.

Chefe da AIEA em Kyiv e Moscovo para discutir segurança em Zaporíjia

Rafael Grossi, que lidera a AIEA, vai "prosseguir as consultas" para estabelecer esse dispositivo "logo que possível", indicou em comunicado o organismo da ONU para o nuclear, sem precisar quando é esperado nos dois países, envolvidos numa guerra há mais de sete meses.

Ainda hoje, e segundo o operador ucraniano, Energoatom, Kyiv está a considerar reiniciar a central nuclear de Zaporíjia, ocupada por tropas russas, para garantir a segurança da infraestrutura, semanas depois de ter sido desativada por receios de uma fuga de radioatividade.

Zaporíjia, no sul da Ucrânia, é o maior complexo nuclear ucraniano e também da Europa.

Esta central nuclear tornou-se num dos locais mais críticos no atual contexto da ocupação russa da Ucrânia. Sofreu danos na sequência dos combates travados na zona, o que suscitou receios a nível internacional de um desastre nuclear, e o seu diretor-geral foi detido pelas forças russas na passada sexta-feira.

Ihor Murashov seria libertado na segunda-feira, segundo anunciou a AIEA.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -- foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Leia Também: EUA anunciam novo pacote de 627,3 milhões em ajuda militar a Kyiv

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