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Anexações? Roma e Madrid convocam embaixadores da Rússia

Espanha e Itália convocaram hoje os embaixadores da Rússia nos respetivos países para lhes transmitirem que não reconhecem a anexação de territórios ucranianos por Moscovo e reiterarem o apoio a Kiev.

Anexações? Roma e Madrid convocam embaixadores da Rússia

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação de Espanha convocou o embaixador da Rússia em Madrid, Yuri Korchagin, em protesto contra a anexação de quatro regiões ucranianas por Moscovo.

Segundo fontes diplomáticas citadas pela Europa Press, Madrid insistiu junto do embaixador russo que a Espanha não reconhece esta "farsa" eleitoral, numa referência aos referendos que Moscovo fez nesses territórios, e deixou claro o firme apoio à soberania territorial da Ucrânia.

O governo espanhol já tinha avisado que não atribuía qualquer validade aos referendos, a que chamou "votos falsos ilegais", e também que não daria "qualquer credibilidade ou legitimidade aos resultados fictícios anunciados pelas forças de ocupação".

Vários países da União Europeia já tinham chamado os embaixadores russos no fim de semana para transmitirem esta mesma mensagem.

Hoje foi também a vez de Itália o fazer, através do Secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o embaixador Ettore Sequi.

Numa conferência de imprensa depois de o embaixador russo, Sergey Razov, ter sido convocado para uma reunião, Sequi declarou que a Itália condena o referendo "falso" que a Rússia realizou em áreas da Ucrânia ocupadas pelas suas forças e não reconhecerá a declaração de Moscovo de que as anexou.

Os referendos foram realizados "ilegalmente e violando todas as leis internacionais. A Itália não os reconhece nem o resultado", acrescentou.

Sequi disse que a Itália permaneceria em linha com os seus aliados e ponderaria impor mais sanções à Rússia como um "instrumento pacífico de pressão para pôr fim à agressão".

Em comunicado, a embaixada russa disse que Razov "rejeitou categoricamente as declarações do lado italiano" e reiterou o que o Presidente russo, Vladimir Putin, disse na sexta-feira sobre a declaração de anexação.

Durante um ato simbólico no Kremlin, na presença das principais autoridades do país e dos líderes pró-russos das quatro regiões ucranianas, Vladimir Putin proclamou a anexação das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia.

"Serão cidadãos russos para sempre", disse o Presidente russo.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.996 civis mortos e 8.848 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Kyiv rompe novas defesas russas na região de Kherson

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