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Quadro do Partido Comunista Chinês no Tibete acusado de receber subornos

Um ex-vice-governador da região do Tibete, no oeste da China, foi indiciado por acusações de subornos, nas vésperas do 20.º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), que deve atribuir ao líder Xi Jinping um terceiro mandato.

Quadro do Partido Comunista Chinês no Tibete acusado de receber subornos
Notícias ao Minuto

08:30 - 30/09/22 por Lusa

Mundo Comunismo

Zhang Yongze "usou as suas antigas posições e poder para beneficiar outros" na obtenção de contratos governamentais e promoções, "aceitando em troca grandes quantias de dinheiro", avançou a agência noticiosa oficial Xinhua, que cita a acusação.

O caso de Zhang está a ser tratado por promotores e tribunais da província de Shaanxi, de acordo com a prática de transferir casos para outras regiões, quando estão envolvidas autoridades de alto nível e acusações graves.

O Tibete tem abundância de riqueza mineral e é administrado como um Estado policial, visando travar potenciais movimentos separatistas entre a população nativa, que é étnica, linguística e culturalmente distinta dos han, a etnia predominante na China.

Protestos abalaram a região em 2008, contra o domínio do Partido Comunista e monopolização das oportunidades económicas por empresários e trabalhadores han, oriundos de outras partes da China. As forças de segurança esmagaram impiedosamente os protestos, com um número desconhecido de pessoas a serem presas ou executadas.

Na quarta-feira, um ex-responsável pelo combate à corrupção na China foi também indiciado por acusações de suborno. A acusação a Liu Yanping, que chefiou a filial do Ministério de Segurança do Estado da Comissão Central de Inspeção e Disciplina do PCC, está a ser encarada como mais um lembrete da promessa de Xi Jinping de combater a corrupção em todos os níveis de poder.

Na semana passada, o ex-vice-ministro da Segurança Pública Sun Lijun foi condenado à pena de morte com uma suspensão de dois anos por acusações de manipular o mercado de ações, aceitar subornos e outros crimes. O caso envolveu pelo menos dois ex-funcionários do ministério.

Desde que assumiu a liderança do PCC, em 2012, Xi Jinping lançou uma vasta campanha anticorrupção, que resultou na punição de altos cargos do partido, líderes de empresas e organizações públicas, ou oficiais superiores do exército.

Críticos dizem que a campanha serviu para remover rivais políticos de Xi e forçar a vasta burocracia chinesa a seguir as suas diretrizes.

O 20.º Congresso do PCC, que decorre em outubro, deve atribuir a Xi Jinping um terceiro mandato de cinco anos como secretário-geral, rompendo com a tradição política das últimas décadas no país.

Leia Também: Imagem da China piorou desde que Xi Jinping assumiu poder

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