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Cooperação com Tanzânia sob análise em Maputo

Os ministros da Defesa de Moçambique e Tanzânia, bem como especialistas dos dois países, reúnem-se a partir de hoje e até sexta-feira em Maputo, numa altura em que enfrentam uma ameaça terrorista em Cabo Delgado.

Cooperação com Tanzânia sob análise em Maputo

O tema deverá estar em cima da mesa na quarta sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança, um novo encontro do órgão que junta regularmente os dois países.

A sessão será copresidida pelo ministro Artur Chume, do lado moçambicano, e pela ministra Stergomena Tax, em representação da Tanzânia.

Além de avaliar o trabalho, o encontro vai servir para "desenhar ações a serem desenvolvidas nos domínios da Defesa, Segurança Pública e Segurança do Estado, bem como melhorar os mecanismos de cooperação", lê-se num comunicado sobre o evento.

A reunião ministerial é antecedida hoje de uma reunião de peritos em matéria de Defesa e Segurança dos dois países.

Moçambique e Tanzânia assinaram na quarta-feira dois memorandos de entendimento, um na área da Defesa e outro sobre operações de resgate e salvamento, durante um encontro entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e a chefe de Estado tanzaniana, Samia Suluhu.

Os entendimentos estão relacionados com o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, região rica em gás natural no norte de Moçambique.

"Estamos cientes de que Moçambique e Tanzânia partilham uma extensa fronteira, são cerca de 800 quilómetros, a mais extensa da região. Por isso, temos a consciência de que temos de reforçar os mecanismos da nossa cooperação", disse Samia Suhulu, durante a visita a Maputo.

A Tanzânia é um dos países que integra a SAMIM, missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com soldados a apoiar as tropas moçambicanas a combater a insurgência armada.

A província de Cabo Delgado é aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há cerca de 800 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

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