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França condena repressão iraniana às manifestações pela morte de Amini

A França expressou hoje a sua "mais forte condenação da violenta repressão por parte do aparelho de segurança iraniano às manifestações" no país, após a morte da jovem Masha Amini, presa pela polícia de moralidade.

França condena repressão iraniana às manifestações pela morte de Amini

"Esta repressão brutal já provocou a morte de várias dezenas de manifestantes nos últimos dias", denunciou o ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado, especificando que a França está a examinar com os parceiros europeus "as possibilidades de reação a estas novas violações massivas dos direitos humanos e das mulheres no Irão".

Mais de 1.200 manifestantes foram presos naquela república islâmica, revelaram hoje as autoridades, no décimo dia de protestos noturnos pela morte da jovem, de 22 anos.

Pelo menos 41 pessoas foram mortas, de acordo com relatório oficial, entre manifestantes e polícias, mas a organização não-governamental Iran Human Rights aponta para "pelo menos 76 mortos durante as manifestações".

Masha Amini foi presa por incumprimento de um extremamente rígido código de vestuário para as mulheres, particularmente no uso do véu islâmico.

A tensão entre Teerão e o Ocidente também tem crescido nos últimos dias, com a convocação do embaixador iraniano por parte da Alemanha, um dia após a União Europeia denunciar o "uso de força desproporcional" por parte das autoridades iranianas, enquanto Teerão convocou os embaixadores do Reino Unido e da Noruega.

"A França condena toda a violência, prisões e detenções arbitrárias, bem como as flagrantes violações dos direitos das mulheres e da liberdade de expressão através do bloqueio de sites de informação e redes sociais", assim como as prisões "de jornalistas no exercício da sua profissão", insistiu o ministério dos Negócios Estrangeiros francês.

Aquele departamento governamental exortou ainda o Irão a "pôr fim a esta repressão brutal, respeitar os seus compromissos internacionais de direitos humanos e a garantir a liberdade de reunião e de associação pacíficas, assim como a liberdade de opinião e de expressão, especialmente na internet".

Leia Também: Guarda Revolucionária iraniana qualifica protestos como "sedição"

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