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Guia de jornais russos? Do Putin "protetor" à "gratidão" dos separatistas

O Kremlin enviou uma série de regras para os jornais. Saiba o que o presidente da Rússia quer ver nas páginas das publicações.

Guia de jornais russos? Do Putin "protetor" à "gratidão" dos separatistas

O Kremlin enviou algumas instruções para as publicações russas sobre como noticiarem a guerra, que após o anúncio da mobilização de cerca de 300 mil reservistas gerou, nos últimos dias, conflitos nas ruas do país.

De acordo com a publicação russa independente Meduza, que teve acesso ao documento, o governo fez questão de sublinhar que o país só ganhou guerras para as quais "todas as pessoas" contribuíram. De acordo com o guia enviado, citado pela publicação, O Kremlin sublinha ainda que a tarefa principal dos média será convencer os russos de que "têm que se manter unidos contra a ameaça que é a NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte]", já que esta aliança quer "desmembrar e saquear" a Rússia.

"Já não é aceitável ficar de lado e colocar todo o peso da responsabilidade sobre soldados contratados e milícias populares de Donbass. A linha de frente tem mais de mil quilômetros de comprimento, e os soldados russos e o povo russo estão sendo mortos por mercenários da NATO e terroristas do regime de Kyiv usando armas da NATO", escrevem os responsáveis.

O documento refere-se ainda às explosões na Crimeia e na fronteira com a Rússia, defendendo que os ucranianos "já estão a levar a cabo uma guerra" contra o país "no seu próprio território". "Fomos de 'não abandonar os nossos' para nos protegermos", notam.

Mobilização tem destaque especial

Também a mobilização, anunciada na passada quarta-feira, e da qual já resultaram milhares de detidos e, de acordo com um documento obtido pela Meduza, a saída de pelo menos 261 mil homens do país, tem um destaque especial neste guia.

O documento sublinha que o presidente da Rússia fez o anúncio "no momento em que esta se tornou essencial e quando iria também aumentar significativamente a possibilidade de a Rússia alcançar os objetivos desta operação especial militar". No entanto, e de acordo com a Meduza, o Kremlin continua sem especificar quais são estes objetivos.

As publicação deverão ainda lembrar que o esforço de guerra será "mínimo", há que apenas "um por cento da população será afetada" já que só "homens que já serviram" serão chamados - algo que, de acordo com os relatos partilhados nas redes sociais e publicações internacionais não se está a verificar.

"A Rússia não está a lutar contra a Ucrânia - está a lutar contra a NATO. O Ocidente proibiu Kyiv de negociar com a Rússia. A NATO está a reunir informações sobre o território russo com o propósito de fazer com que a Ucrânia lute contra o país", lê-se no documento.

E com quem falarão os média russos?

De acordo com o documento, os média russos deverão falar com os residentes das zonas separatistas do Donbass, assim como de outras zonas ocupadas pelos russos. As citações deverão mostrar "o entusiasmo" e "gratidão", e referir-se a Putin como um "protetor" que "está a responder àquilo que as pessoas pedem.

De acordo com fontes ouvidas pela Meduza, as autoridades no Kremlin estão preocupadas com a situação em várias zonas onde os protestos têm sido violentos, nomeadamente, em Dagestan.

Leia Também: Estados Unidos anunciam novo pacote de ajuda a Kyiv para segurança

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