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Mobilização? Rússia quer "exterminar representantes dos povos indígenas"

O presidente da Ucrânia diz que “esta é outra forma da política de genocídio da Rússia”.

Mobilização? Rússia quer "exterminar representantes dos povos indígenas"
Notícias ao Minuto

23:49 - 25/09/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Volodymyr Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descreveu, este domingo, a mobilização militar parcial - anunciada, na quarta-feira, pelo seu homólogo russo, Vladimir Putin - como “criminosa” e considerou que a medida além de “prolongar o sofrimento das pessoas na Ucrânia”, serve também para “exterminar os homens representantes dos povos indígenas nos territórios controlados até agora pela Federação Russa”.

“A situação na Crimeia ocupada é catastrófica. A informação sobre o povo Tártaro da Crimeia está plenamente confirmada: a maior parte das cartas de mobilização são ali dadas especificamente a qırımlılar [povo tártaro]”, revelou Zelensky no seu discurso diário à nação.

O chefe de Estado ucraniano disse que “esta é outra forma da política de genocídio da Rússia” e “outra razão para a reação imediata e dura do mundo inteiro”.

Além da península da Crimeia, anexada em 2014 pela Federação Russa, Zelensky diz que “o mesmo está a acontecer no território da própria Rússia”, como é o caso do Daguestão, do Cáucaso e dos “povos indígenas da Sibéria e de outros territórios”.

Na quarta-feira, no primeiro discurso à nação desde a invasão da Ucrânia, Vladimir Putin anunciou a “mobilização parcial” e garantiu que "apenas os cidadãos que se encontram atualmente na reserva e, sobretudo, aqueles que serviram nas Forças Armadas, têm certas especialidades militares e experiência relevante, serão sujeitos a alistamento".

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que cerca de 5.900 civis morreram e oito mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

Leia Também: Ameaça nuclear? "Talvez já tenha sido 'bluff'. Agora, pode ser realidade"

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