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Reservistas russos. "Ninguém percebe que a maioria tem bilhete só de ida"

Aliado de Navalny afirmou que o “dever” de quem percebe o que se está a passar na Rússia é “ajudar e salvar” as “muitas pessoas que ainda não compreendem o que as espera”.

Reservistas russos. "Ninguém percebe que a maioria tem bilhete só de ida"
Notícias ao Minuto

16:35 - 22/09/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Leonid Volkov

Leonid Volkov, um dos principais aliados do opositor russo Alexei Navalny, reagiu, esta quinta-feira, aos vídeos que mostram os primeiros reservistas russos a despedirem-se de familiares e amigos na cidade de Yakutsk, na Sibéria Oriental, para irem lutar na Ucrânia.

Na rede social Twitter, o opositor do regime do Kremlin descreveu as imagens como “simplesmente horríveis”. “Mulheres a chorar, homens com um aspecto sombrio. Ao mesmo tempo, parece que muitos ainda não têm noção da realidade, ninguém percebe que a maioria tem um bilhete só de ida. Acreditam que tudo vai correr bem?”, questionou.

As imagens surgem um dia após o presidente russo anunciar uma "mobilização militar parcial". No primeiro discurso à nação desde a invasão da Ucrânia, Vladimir Putin afirmou que "apenas os cidadãos que se encontram atualmente na reserva e, sobretudo, aqueles que serviram nas Forças Armadas, têm certas especialidades militares e experiência relevante, serão sujeitos a alistamento".

“Do dia para a noite, centenas de milhares de famílias têm tudo destruído. E porquê? Sem qualquer razão. Ninguém atacou a Rússia. Ninguém quer estas separações e mortes. Apenas um louco maníaco [Putin] colocou, a 24 de fevereiro, o país numa espiral de morte”, acrescentou Volkov, frisando que “é muito doloroso olhar para estas fotografias e vídeos”.

O aliado de Navalny destacou também que o “dever” de quem percebe o que se está a passar na Rússia é “ajudar e salvar” as “muitas pessoas que ainda não compreendem o que as espera”.

Sublinhe-se que o conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que cerca de 5.900 civis morreram e oito mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

Leia Também: Nuclear? Ucrânia "prepara infraestrutura" caso Putin "faça algo estúpido"

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